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Apontado como intermediador do executor, Maikon Sega foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão.

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Sábado, 25 Abril de 2026 - 09:23 | com Folha do Sul Online


 
Envolvidos na morte do dentista Clei Bagattini são condenados em Vilhena, mas mandante segue desconhecido
Foto: Folha do Sul Online

Após quase 20 horas de julgamento encerrado às 3 horas da madrugada deste sábado (25), em Vilhena, a Justiça condenou Maikon Sega Araújo e Raqueline Leme Machado pelo envolvimento no assassinato do dentista Clei Bagattini, executado dentro da própria clínica.

 

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Maikon Sega teria intermediado a contratação do suposto assassino, que seria Maico da Silva Raimundo, que foi morto pela Polícia meses depois.

O julgamento começou no dia anterior e mobilizou o Ministério Público, que atuou com dois promotores no caso de grande repercussão. O crime aconteceu em julho de 2024, quando a vítima foi atingida por vários tiros à queima-roupa, inclusive no rosto, dentro do consultório.

Segundo informações publicadas pelo site Folha do Sul Online, durante a sessão, 17 testemunhas foram ouvidas, entre elas familiares do dentista. A mãe da vítima emocionou o público ao descrever o filho como uma pessoa alegre, dedicada e sem inimigos.

Os debates entre defesa e acusação foram intensos. Em determinado momento, a juíza Liliane Pegoraro Bilharva determinou a retirada do público do plenário após a defesa apresentar informações sigilosas de outro inquérito e citar possíveis envolvidos que não estavam sendo julgados.

O que diz o MP

Durante o julgamento, MPRO sustentou que o casal integrava um grupo organizado, que atuou de forma planejada e com divisão de funções para cometer crimes. 

Planejamento do crime

De acordo com a investigação, o autor dos disparos marcou uma consulta na clínica um dia antes do crime, usando nome falso. A ideia era se passar por paciente para se aproximar da vítima. No dia do crime, ele entrou no consultório e atirou várias vezes.

A investigação aponta que o grupo se reuniu na noite anterior para combinar detalhes da ação. Um dos envolvidos teria dado apoio na fuga, enquanto outra denunciada ajudou no plano ao marcar um segundo horário na clínica, como alternativa caso o primeiro não desse certo.

Após os disparos, o assassino fugiu em uma motocicleta. Em seguida, trocou de veículo com apoio de outro denunciado e deixou a cidade.

Falta esclarecimentos

Apesar da condenação, o julgamento não esclareceu a motivação do crime nem apontou quem teria ordenado a execução. Conforme as investigações, o assassino seria o pistoleiro Maico da Silva Raimundo, que fugiu de moto após o crime, trocou tiros com policiais e morreu em confronto no estado de Mato Grosso.

Apontado como intermediador do executor, Maikon Sega foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão. A magistrada destacou o histórico criminal do réu e negou o direito de recorrer em liberdade.

Já Raqueline Leme, namorada de Maikon, recebeu pena de 6 anos de prisão, com início em regime semiaberto e direito de recorrer em liberdade, conforme a participação atribuída a ela pelos jurados.

Fonte/Créditos: com Folha do Sul Online

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