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O ato político foi promovido pelos pré-candidatos a deputados estaduais Marília Amaral, de Minas, e Douglas Garcia, de São Paulo. Eles costumam usar a tática de filmar esse tipo de embate com militantes de esquerda para postar em suas redes.
Reprodução/Redes sociais
Os dois levaram para a frente do prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) da UFMG um cartaz em tamanho real do ex-presidente Jair Bolsonaro com a frase “Lula é melhor que Bolsonaro para o Brasil?” e proposta de Pix de R$ 500 para quem provasse.
Em pouco tempo, o debate ficou acalorado, e estudantes organizaram um protesto, chamando os militantes do PL de “fascistas”. Em seguida, houve troca de xingamentos, empurrões e até socos, o que exigiu a intervenção dos seguranças da UFMG.
Agora, os envolvidos estão explorando o evento em suas redes sociais.
Douglas Garcia, que já se envolveu em evento parecido na Universidade de São Paulo (USP), alegou que entrou num espaço público para promover o debate e que teria sido agredido e, portanto, reagido às agressões. “Eu não vou mais aceitar”, disse ele.
O pré-candidato em SP também disse que o episódio “representa um grave atentado contra a liberdade de expressão e o pluralismo de ideias, pilares fundamentais de qualquer sociedade democrática”.
“Fomos levar uma dinâmica, um debate para dentro da universidade, mas o pessoal do amor não sabe debater”, disse Marília Amaral. Ela promoveu recentemente a mesma dinâmica na Universidade Federal de Lavras (UFLA).
O Diretório Acadêmico da Fafich divulgou manifesto em vídeo denunciando a ação do PL: “Não naturalizamos que a política do extermínio seja parte do jogo democrático. Estamos em abril e os candidatos da extrema-direita buscam a todo custo disputar uma base. Mas na UFMG nós não permitimos que isso aconteça”.
Fonte/Créditos: Metrópoles/Raphael Veleda 23/04/2026 08:56, atualizado 23/04/2026 09:42
Créditos (Imagem de capa): SigaGoogle Discover
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