
O principal alvo da ação foi o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Mendonça não pegou apenas o governo Lula de surpresa, mas também na própria cúpula da corporação, atingindo em cheio o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues - que não tinha conhecimento prévio de que o senador baiano seria um dos alvos centrais da operação.
A repercussão da medida também pegou o Palácio do Planalto de surpresa. Em situações anteriores envolvendo integrantes do governo Lula, a alta direção da Polícia Federal costumava ser comunicada previamente, ainda que poucas horas antes do cumprimento das diligências.
Um dos exemplos citados nos bastidores é a investigação sobre fraudes no INSS. Naquele caso, o então presidente do instituto, Alessandro Stefanutto, acabou preso pela Polícia Federal sob suspeita de recebimento de propina ligada ao esquema investigado. Na ocasião, Andrei Rodrigues dirigiu-se pessoalmente ao Palácio da Alvorada para comunicar o presidente Lula sobre a operação.
Desta vez, no entanto, o procedimento foi diferente. O ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que o andamento das investigações e os desdobramentos do inquérito não fossem compartilhados com a cúpula da Polícia Federal.
Poucas horas após a deflagração da operação, o nome de Andrei Rodrigues já passou a ser alvo de questionamentos e críticas nos bastidores do Palácio do Planalto, diante da falta de informações prévias sobre a ação.
Entre integrantes da base governista, há o reconhecimento de que já existia a expectativa de que lideranças ligadas ao PT da Bahia pudessem vir a ser alcançadas por investigações relacionadas ao caso Master. Ainda assim, a operação realizada nesta quinta-feira (18) foi recebida com surpresa por parte significativa do meio político governista.
Fonte/Créditos: Por Jornal da Cidade Online 18/06/2026 às 15:29 Direito e Justiça

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