Segundo a fonte, a proposta conta com apoio de países da região e tem como referência o modelo adotado no Estreito de Malaca, passagem marítima que conecta os oceanos Índico e Pacífico e é considerada uma das artérias mais importantes do comércio global.
Pelo plano omanita, países e empresas que utilizam o Estreito de Ormuz fariam contribuições voluntárias para financiar a segurança da navegação, a proteção ambiental e operações de busca e salvamento. A proposta também prevê uma gestão compartilhada da via marítima e não daria ao Irã controle exclusivo sobre o estreito, de acordo com a fonte.
A iniciativa surge em um momento de forte tensão regional. Nos últimos meses, o Estreito de Ormuz esteve no centro dos confrontos entre Irã e Estados Unidos, que trocaram ataques e ameaças relacionadas à segurança da passagem. A rota é considerada crucial para o mercado global de energia por concentrar uma parcela significativa das exportações de petróleo do Oriente Médio.
Publicidade
Também nesta terça, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, informou ter discutido a segurança do Estreito de Ormuz em telefonemas separados com os chanceleres da Arábia Saudita e de Omã. Segundo comunicado divulgado pelo governo iraniano, as conversas abordaram os mais recentes desdobramentos regionais e a necessidade de ampliar a cooperação diplomática para garantir a estabilidade na região.
As discussões ocorrem enquanto crescem as preocupações com a segurança das rotas marítimas do Oriente Médio. Nos últimos dias, o Irã ameaçou responder a um ataque ucraniano contra um navio comercial iraniano no Mar Cáspio, enquanto países da região relataram novos incidentes envolvendo drones e operações militares.
Comentários: