Redação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou à Polícia Federal que promova a quebrar o sigilo telefônico do senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo Lula (PT) no Senado, e a monitorar os movimentos de seu celular.
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A medida decrre de suspeita fundamentada do ministro sobre vazamento da operação da PF que ele determinou contra o petista, no âmbito da Operação Compliance Zero. O ministro deseja confirmar se houve vazamento e se isso ocorru no âmbito da prøpria Polícia Federal
A investigação comandada por Mendonça, que é o ministro-relator, apura pagamentos de propina do Banco Master a Jaques Wagner por meio de um apartamento em Salvador avaliado em R$2,5 milhões.
A PF também identificou que o dono do Master, Daniel Vorcaro, marcou encontro com Wagner no Senado, disponibilizou um avião “em hangar discreto” para o senador e citou, em diálogo, que ele seria intermediário para enviar recado a Lula.
Nesta quinta-feira (30), Mendonça retirou o sigilo do processo que trata da quebra de sigilo e do monitoramento. Na decisão que autorizou o acompanhamento da antena do celular de Wagner por dez dias, o ministro destacou ter recebido solicitação de audiência em seu gabinete no mesmo dia em que a PF protocolou as representações da operação (9 de junho de 2026), inclusive em horário anterior à distribuição de algumas delas.
“Impende realçar a ocorrência de fato que agudiza os riscos de vazamento indevido da operação no presente caso. Trata-se de solicitação de audiência, por parte de um dos investigados, recebida pelo meu gabinete, enquanto Ministro relator do caso, no mesmo dia em que aportaram as representações da Polícia Federal relacionadas à presente fase investigativa (09/06/2026), inclusive em horário anterior à distribuição de algumas das representações formuladas”, escreveu Mendonça.
Wagner foi alvo de busca e apreensão na nona fase da Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho. No dia seguinte, ele tentou vender um terreno de R$15 milhões na região metropolitana de Salvador, mas a operação foi barrada pelo cartório por causa de ordem de bloqueio de bens.
A PF monitorou a antena do celular para não chamar atenção. “Nesse cenário, diligências ostensivas de campo, vigilância presencial ou coleta aberta de informações junto a terceiros podem expor prematuramente a investigação, permitindo troca de aparelhos, destruição de provas digitais, evasão, ocultação de documentos ou coordenação de versões”, explicou André Mendonça.
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Fonte/Créditos: Diário do Poder
Créditos (Imagem de capa): Senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo da PF, dao lado do amigo e líder Lula (PT) - Foto: assessoria do Planalto.
