O Supremo Tribunal Federal alcançou maioria de votos para permitir o pagamento retroativo de verbas indenizatórias a integrantes da magistratura e do Ministério Público. Até o momento, cinco ministros votaram favoravelmente à medida durante julgamento realizado no plenário virtual da Corte.
O voto mais recente foi apresentado pelo ministro Luiz Fux, que acompanhou o entendimento favorável ao pagamento das indenizações, mas divergiu em relação ao limite financeiro aplicável aos valores retroativos.
O julgamento segue aberto até a próxima terça-feira (30), período em que os demais ministros ainda poderão votar ou modificar o entendimento da maioria.
Como está o placar do julgamento
Até o momento, o placar registra cinco votos favoráveis à liberação dos pagamentos.
Já votaram:
- Alexandre de Moraes;
- Gilmar Mendes;
- Cristiano Zanin;
- Edson Fachin;
- Flávio Dino;
- Luiz Fux.
Os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino defenderam que as indenizações retroativas observem um limite correspondente a 35% do teto constitucional do funcionalismo público.
Luiz Fux diverge sobre limite das indenizações
Embora tenha votado favoravelmente ao pagamento das verbas retroativas, o ministro Luiz Fux apresentou entendimento diferente quanto ao limite financeiro.
Segundo o magistrado, direitos já adquiridos, como férias e licenças não usufruídas, devem ser ressarcidos integralmente, sem qualquer limitação percentual.
Na avaliação de Fux, a reparação de direitos reconhecidos não deve sofrer restrições, por representar indenização decorrente de benefícios legalmente adquiridos pelos servidores.
O que são os chamados “penduricalhos”
O termo “penduricalhos” é utilizado para designar verbas indenizatórias, gratificações, auxílios e outros benefícios recebidos por servidores públicos que, somados ao salário, podem ultrapassar o teto constitucional da remuneração no serviço público.
Atualmente, o teto do funcionalismo corresponde ao subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal, fixado em aproximadamente R$ 46,3 mil mensais.
Fonte/Créditos: Fonte: Ezequiel Souza
Créditos (Imagem de capa): foto - Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Comentários: