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Tarifaço confirmado - Tarifaço: Lula não agiu de boa-fé e recusou negociar bom acordo para o Brasil, diz Rubio

Secretário de Estado justifica tarifaço chamando as políticas ecnômicas de Lula de “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”.

Tarifaço confirmado - Tarifaço: Lula não agiu de boa-fé e recusou negociar bom acordo para o Brasil, diz Rubio
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Tarifaço confirmado
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Foto: Captura/X/@SecRubio
Marco Rubio, secretário de Estado do governo dos Estados Unidos (Foto: Captura/X/@SecRubio).
 

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que Lula (PT) colocou “o próprio ego à frente de um acordo” benéfico para os brasileiros. A declaração justifica a imposição de tarifas adicionais de 25% sobre diversos produtos brasileiros, confirmada pelos Estados Unidos.Em postagens nas redes sociais, Rubio criticou as políticas do governo Lula, classificando-as como “ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”. Ele acusou o presidente de não negociar de boa-fé.

Post do secretário de Estado Marco Rubio.

“Para que não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociariam com os EUA de boa-fé. Ele colocou o próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro. As tarifas são o preço por isso.”

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As declarações reforçam a visão de que a medida tem forte componente político, embora o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) apresente a decisão como resposta a práticas comerciais consideradas desleais.Setores mais afetadosA tarifa de 25%, que entra em vigor em 22 de julho de 2026, deve impactar cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras anuais, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ela incide sobre milhares de produtos, mas exclui principais itens da pauta exportadora do Brasil.

Principais produtos isentos:

  • Carne bovina
  • Café (em grão)
  • Sucos e laranjas
  • Petróleo bruto e gás natural
  • Aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais (Embraer)
  • Produtos farmacêuticos
  • Semicondutores e peixes/crustáceos

Setores e produtos mais afetados pela nova tarifa de 25%:

  • Etanol — um dos principais alvos da investigação.
  • Máquinas e equipamentos — agrícolas, elétricos, de mineração e bens de capital.
  • Calçados e vestuário.
  • Produtos de madeira e papel (incluindo embalagens e papel-cartão).
  • Manufaturados em geral — ferramentas de jardinagem, equipamentos industriais processados e itens químicos diversos.
  • Aço e alumínio continuam com tarifas elevadas (até 50% em alguns casos), somando-se à nova medida.

A medida se baseia na Seção 301 da legislação comercial americana e se soma a tarifas anteriores. O USTR acusa o Brasil de restrições ao etanol americano, problemas na proteção à propriedade intelectual, decisões judiciais contra plataformas digitais, desmatamento ilegal e regras do sistema PIX que, segundo Washington, prejudicam empresas americanas.

O governo americano afirma estar aberto a negociações, mas avisa que retaliações brasileiras podem gerar novas respostas.

O governo Lula classificou a decisão como um “marco lastimável” nas relações bilaterais.

Fonte/Créditos: Diário do Poder/Cláudio Humberto

Créditos (Imagem de capa): (Foto: Captura/X/@SecRubio).

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