A suspeita é de que detalhes da operação tenham sido divulgados um dia antes do cumprimento dos 19 mandados de busca e apreensão, realizados em Ariquemes, Porto Velho e Manaus. O eventual vazamento poderá comprometer as investigações e será apurado em procedimento próprio.
A Operação Reduto cumpriu nove mandados em Ariquemes, oito em Porto Velho e dois em Manaus. Em Ariquemes, os alvos foram servidores da prefeitura. Na capital, a ação atingiu a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), onde policiais federais apreenderam documentos, mídias eletrônicas e outros materiais que serão periciados. Os nomes dos investigados não foram divulgados.
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificarem movimentações financeiras suspeitas envolvendo uma empresa de Manaus contratada pelo poder público em Rondônia. Com o aprofundamento das apurações, os investigadores identificaram movimentações superiores a R$ 9 milhões consideradas incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos envolvidos.
De acordo com a PF, o grupo investigado atuava em duas frentes. A primeira consistia na fraude de licitações e no direcionamento de contratos públicos no município de Ariquemes. A segunda envolvia o desvio de recursos públicos por meio de contas bancárias de servidores comissionados da Assembleia Legislativa, em um esquema caracterizado como "rachadinha".
Além das medidas de busca e apreensão e dos afastamentos determinados pela Justiça, foi autorizado o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 9 milhões. Durante o cumprimento dos mandados em Manaus, também foi apreendida quantia em dinheiro em espécie.
Segundo a Polícia Federal, as medidas adotadas nesta fase da operação têm como objetivo reunir novas provas e aprofundar as investigações sobre o suposto esquema criminoso.
Em nota, a Prefeitura de Ariquemes informou que está colaborando com as autoridades e fornecendo todos os documentos solicitados. A administração municipal afirmou que, até o momento, não há conclusão de irregularidades envolvendo a prefeitura e que os serviços públicos continuam funcionando normalmente.
Também por meio de nota, a Assembleia Legislativa de Rondônia informou que acompanha a operação, permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e reafirmou seu compromisso com a legalidade, a transparência e os mecanismos de controle e fiscalização dos processos de contratação.
Fonte/Créditos: Fonte: rondoniaovivo
Créditos (Imagem de capa): Foto: Reprodução

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