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Milícia em Feira Deputado aliado do PT é condenado a 36 anos de prisão na Bahia

Binho Galinha (Avante) segue no mandato, mesmo preso por suspeita de integrar milícia na região de Feira de Santana (BA)

Milícia em Feira Deputado aliado do PT é condenado a 36 anos de prisão na Bahia
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Milícia em Feira
Aliado do governador Jerônimo Rodrigues deputado Binho Galinha foi preso pela PF (Fotos: Reprodução/Instagram e PF)
 

Suspeito de integrar uma milícia na região de Feira de Santana, na Bahia, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, o “Binho Galinha” (Avante), foi condenado, nesta quinta-feira (9), a 36 anos e nove meses de prisão por manter um arsenal com armas restritas e cometer crimes contra o Estatuto do Desarmamento. O parlamentar é aliado do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). E está preso desde outubro, quando foi alvo da Operação Estado Anômico, em desdobramento da Operação El Patron, deflagada no fim de 2023.

Mesmo preso, o deputado Binho Galinha, seguia no exercício do mandato no Legislativo da Bahia, pelo menos até esta sexta-feira (10). E, entre outros quatro condenados, está sua esposa, Mayana Cerqueira da Silva, também foi condenada por manter e portar irregularmente uma pistola de uso restrito a uma pena de três anos e seis meses de reclusão, em regime inicial aberto.

A condenação é resultado de denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). E a sentença da Vara Criminal e Crimes contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana, detalhou que Binho Galinha mantinha um expressivo arsenal distribuído em diferentes imóveis urbanos e rurais ligados ao deputado, confrontando a legislação de controle de armas.

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Segundo o MPBA, durante buscas realizadas em operação, foram apreendidos armamentos de uso permitido e restrito, munições, armas com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais não autorizados e diferentes dos declarados aos órgãos fiscalizadores. Além disso, provas obtidas pelo Gaeco levaram a Justiça a reconhecer que o réu permitiu ou facilitou o acesso de um adolescente a arma de fogo.

Os demais condenados são: Thierre Figueredo Silva, que pegou pena de sete anos e nove meses de prisão, em regime semiaberto; e o policiais militares Jackson Macedo Araújo Júnior, vulgo “Macaco”, condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão, e Roque de Jesus Carvalho, com pena de 4 anos e 4 meses, podendo recorrer em liberdade.

Na Operação El Patrón, deflagrada em dezembro de 2023, Binho Galinha foi apontado como chefe da organização criminosa. E a PF informou que três policiais militares do estado da Bahia, integrariam o braço armado do grupo miliciano, cujas atribuições seriam de efetuar cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores indevidos oriundos de jogos ilícitos e empréstimos a juros excessivos.

Fonte/Créditos: Diário do Poder/Davi Soares

Créditos (Imagem de capa): (Fotos: Reprodução/Instagram e PF)

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