INSS

Swedenberger Barbosa, o "Berge", atual secretário particular de Lula (PT) - Foto: divulgação/PR.
Segundo a coluna de Andreza Matais no Metrópoles, a Polícia Federal recebeu de um colaborador mensagens de WhatsApp do Careca em que ele menciona repetidamente o então secretário-executivo do Ministério da Saúde. Em 6 de novembro de 2024, o lobista encaminhou a um interlocutor o recado de que “Berger já está com aquela orientação em mãos”. A resposta foi um “Show”.
Em 19 de dezembro, no grupo da Cannabis World, sua empresa de maconha medicinal, o Careca anunciou “reunião com Berger às 10:30”. A agenda oficial de Berge, porém, omite o encontro.
Um colaborador da PF que trabalhou com o Careca afirmou à colunista que o nome de Berger era citado com frequência como contato privilegiado dentro da pasta. Berge também era próximo da lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha que recebia pagamentos do Careca e se reunia com ele alegando influência sobre recursos da Saúde. Roberta também fez pagamentos ao ex-chefe do Gabinete Pessoal de Lula Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola.
A gravidade da revelação é ainda maior porque o homem que figurava nas conversas do Careca como quem já tinha “orientação em mãos” e recebia o lobista no Ministério da Saúde hoje presta “assistência direta e imediata” ao presidente da República, no cargo de Chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna. Lula optou por mantê-lo e aguardar as apurações.
Enquanto o escândalo do INSS avança, o silêncio de Berge e a proteção do Planalto só reforçam a percepção de que, no entorno de Lula, relações com investigados não são obstáculo – desde que se esteja no lado certo do poder.
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Fonte/Créditos: Diário do Poder
Créditos (Imagem de capa): Foto: divulgação/PR.
