
O investigado chegou a ser preso em flagrante, na madrugada de 30 de setembro de 2025, por mentir à CPMI do INSS, mas foi libertado no mesmo dia, como quem passava por uma “porta giratória” no Senado, mesmo sob a suspeita de um roubo de R$ 800 milhões de aposentados e pensionistas, por descontos ilegais repassados à Conafer.
Segundo nota da PF divulgada nesta quinta-feira (13), Carlos Lopes se entregou na tarde de ontem, e será encaminhado ao sistema prisional após os procedimentos de praxe.
No ano passado, o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu a prisão preventiva do sindicalista, citando risco de fuga do investigado e da perda de bens obtidos por crimes, além de denúncias de ameaças a testemunhas.
O mandado de prisão preventiva foi determinado em novembro pelo ministro André Mendonça, que é relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). No mesmo mês, Carlos Lopes foi indiciado pela Polícia Federal, quando a perícia da corporação revelou que a Conafer recebeu R$ 708,2 milhões de reais do INSS, e desviou R$ 640 milhões deste montante para empresas de fachada e contas de operadores financeiros ligados ao esquema.
Fonte/Créditos: Diário do Poder/Davi Soares
Créditos (Imagem de capa): Foto: Arquivo/Carlos Moura/Agência Senado)
