
João Antônio, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves foram presos nesse sábado (20/6) por envolvimento na tragédia. Segundo a polícia, Evelyne fazia parte da organização do evento. Eles vão ficar presos temporariamente por cinco dias, mas a Polícia Civil enviou, nesta terça-feira (23/6), um pedido à Justiça para estender as prisões para 30 dias, até o término do inquérito.
Segundo a investigação, João Antônio e Gabriel Barros também faziam parte do grupo “Entre Cordas”, responsável pela realização do evento. Ambos fugiram do local após a morte de Maria Eduarda.
Inicialmente, seis pessoas, entre elas os três instrutores presos por homicídio doloso com dolo eventual e Evelyne, foram detidas e levadas à delegacia. A mulher e outros dois homens foram liberados, enquanto os instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, foram autuados em flagrante. A Justiça converteu o flagrante para preventiva no dia seguinte à tragédia.
Conforme publicado pelo Metrópoles, os instrutores negaram o sumiço intencional da GoPro usada por Maria Eduarda. Testemunhas, contudo, afirmaram terem flagrado uma pessoa retirando a câmera.
A reportagem apurou que, após os relatos, a polícia intensificou as investigações com relação ao sumiço da câmera e descobriu que havia mais duas pessoas ligadas aos organizadores do evento.
“Além das prisões temporárias, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão nos endereços dos investigados, com a apreensão de aparelhos celulares, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos”, afirmou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) por meio de nota.
Além do crime de homicídio com dolo eventual, uma possível fraude processual dos envolvidos é apurada. A investigação aponta que foram identificados indícios de que conteúdos digitais “potencialmente relevantes à elucidação do caso” foram excluídos pelos suspeitos, o que motivou os pedidos de prisão e mandados de busca e apreensão.
Apesar do cumprimento das ordens de busca e apreensão contra Antônio João, Gabriel Barros e Evelyne, a câmera GoPro ainda não foi encontrada.
Prefeitura proíbe acesso de ponte
- Dois dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, autoridades passaram a discutir medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, local onde ocorreu o salto de rope jump que terminou em tragédia.
- Em reunião realizada entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras dos dois municípios, também foi debatida a possibilidade de demolição da estrutura.
- Segundo a SPU, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis manifestaram apoio à retirada da ponte e se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes para evitar a entrada de pessoas na área.
- Em Limeira, a prefeitura informou que retomou as ações para fechar acessos irregulares ao local e reabrirá uma vala que havia sido criada para impedir a passagem, mas que acabou sendo aterrada sem autorização do município.
- De acordo com a administração municipal, as medidas atendem a um pedido do governo federal para ampliar a segurança da área enquanto soluções definitivas são avaliadas.
Veja imagens do acidente:
Quem era a vítima
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo. Em seu perfil do Instagram, dizia ter formação em educação física e gestão esportiva. Na plataforma, a jovem costumava compartilhar a rotina de treinos.
Ela trabalhava em uma academia de musculação no município. A empresa publicou uma mensagem de luto, lamentando a perda da colaboradora.
A jovem compartilhou fotos e vídeos pouco antes do salto de rope jump. Em uma das publicações, feita por volta das 7h30, Maria Eduarda mostrou uma foto da Ponte do Esqueleto e escreveu: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”.
De acordo com o boletim de ocorrência, no momento do salto, Maria Eduarda portava uma câmera GoPro, usada para captar imagens em movimento. O equipamento não foi localizado após a queda.
Fonte/Créditos: Metrópoles/Marcus Pontes
Créditos (Imagem de capa): Divulgação.

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