NARCOTERRORISMO
O Comando Sul do Exército norte-americano (Southcom, na sigla em inglês) indicou que a "Força tarefa Conjunta Hemisfério Ocidental" é uma nova fase da "Operação Lanças do Sul" — lançada em 2025 e que esteve envolvida nos bombardeios contra barcos no Caribe acusados de carregar drogas. A campanha de pressão resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
No comunicado, os EUA afirmam que buscarão "aplicar pressão sistêmica total" sobre os cartéis de drogas e "eliminar todas as ameaças", sem especificar quais.
A nova etapa da operação militar dos EUA na América Latina ocorre meses após o governo Trump ter inaugurado uma "Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis" com a presença de outros 16 países latino-americanos com o objetivo de "destruir" cartéis de drogas no Hemisfério Ocidental. O Brasil não faz parte da coalizão.
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Esses esforços integram uma abordagem agressiva contra cartéis de drogas e dominante em relação aos países vizinhos adotada pelos EUA no 2º mandato do presidente Donald Trump. Seu governo ameaçou utilizar força militar contra os países que não o ajudassem a combater tanto o narcotráfico quanto a influência de rivais — entre eles a Rússia e a China— no hemisfério.
Exercícios militares no Canal do Panamá
Além de renomear a força tarefa, o Exército dos EUA anunciou a realização de exercícios militares "no Canal do Panamá e região" com o objetivo de "garantir a estabilidade do Hemisfério Ocidental e combater a ameaça do narcoterrorismo". As manobras começaram nesta terça (4) e irão até o próximo dia 13.
Os exercícios militares, chamados de "Panamax 26", incluirão os Exércitos de outros 18 países, incluindo o Brasil. Os EUA e o Panamá realizam essas manobras todo ano porém, pela primeira vez, elas serão realizadas com mais nações.
A maior parte dos países que participarão do "Panamax 26" integram a coalizão para combate aos cartéis, porém não é o caso do Brasil, do México e dos europeus Holanda e Reino Unido.
Os EUA afirmaram que os países do exercício militar "compartilham uma determinação comum de detectar, interromper e derrotar ameaças existentes e emergentes em nosso hemisfério", porém nem todos os integrantes compartilham do mesmo viés ideológico do governo Trump —é o caso dos governos brasileiro e mexicano.
Fonte/Créditos: Por G1

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