Correio da Mata- Sua fonte de notícias na cidade de Rolim de Moura

MENU

Notícias / Saúde

Saúde - Marcha pede legalização da maconha para fins terapêuticos

Manifestantes na Avenida Paulista defendem a legalização da cannabis, destacando benefícios terapêuticos e críticas ao sistema de criminalização.

Saúde - Marcha pede legalização da maconha para fins terapêuticos
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando

Dezenas de milhares de pessoas tomaram a Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na tarde deste domingo (21), durante a 18ª edição da Marcha da Maconha. O ato reuniu ativistas, famílias e organizações para criticar a política de proibição atual, argumentando que a criminalização da planta sobrecarrega o sistema prisional e perpetua preconceitos que dificultam o acesso ao uso medicinal e terapêutico.

Publicidade

Leia Também:

Diversidade e direitos

O perfil dos participantes foi marcado pela pluralidade, incluindo desde jovens adultos até idosos e famílias, que levaram cartazes com mensagens sobre temas sociais. Para muitos, a mobilização vai além do uso recreativo, focando na garantia de direitos fundamentais. A professora Stephanie Oliveira, que participou do ato pela primeira vez, relatou que o apoio à causa se deve ao uso medicinal da planta por sua mãe para tratamento de insônia e dores crônicas. “Vou publicar independentemente de julgamentos, porque é uma causa que apoio”, afirmou.

Cenário da cannabis medicinal no Brasil

Dados do anuário da Kaya Mind revelam que cerca de 50 mil pessoas no Brasil utilizam produtos à base de Cannabis sativa para tratamentos de saúde. O estudo aponta que a resistência cultural ainda é um dos maiores entraves para a regulamentação, o que, na prática, restringe o acesso aos tratamentos quase exclusivamente a pessoas com maior poder aquisitivo, capazes de arcar com os custos de importação dos itens.

O levantamento da Bliss Data 2026 corrobora essa tendência, identificando mulheres de meia-idade e em início da velhice como o segmento que mais busca alternativas terapêuticas com derivados da cannabis. Durante o protesto, os manifestantes reforçaram que a falta de uma política pública clara e inclusiva ignora necessidades básicas de saúde, além de manter um modelo de segurança pública que, segundo os ativistas, falha em atender a sociedade de maneira equitativa.

Fonte/Créditos: Por Letycia Treitero Kawada - repórter da Agência Brasil - 20

Créditos (Imagem de capa): © Paulo Pinto/Agência Brasil

Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Fale conosco!