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Terça-feira, 27 de Outubro 2026
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Política

Rocha reage e reafirma direitismo; Rogério prega diálogo após derrota de Flávio; e Léo preserva pontes com Lula

A íntegra da coluna redigida por Herbert Lins

 Rocha reage e reafirma direitismo; Rogério prega diálogo após derrota de Flávio; e Léo preserva pontes com Lula
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COLUNA FALANDO SÉRIO

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Rocha reage e reafirma direitismo; Rogério prega diálogo após derrota de Flávio; e Léo preserva pontes com LulaA virada nas urnas e a matemáticada rejeição

CARO LEITOR, os números das urnas revelam uma virada expressiva. No primeiro turno, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderou com 56,1 milhões de votos, contra 53,8 milhões do presidente Lula (PT-SP). No segundo, Lula reverteu o placar, alcançando 64,2 milhões, enquanto Flávio chegou a 59,8 milhões. O petista agregou 10,3 milhões de votos, quase três vezes o avanço do adversário, de 3,7 milhões. A diferença, antes favorável a Flávio em 2,2 milhões, terminou em 4,4 milhões para Lula. O resultado evidencia a capacidade de articulação e ampliação eleitoral do presidente, mas também confirma a força de uma oposição que manteve quase metade dos votos válidos. A vitória não apaga a polarização: impõe ao vencedor o desafio de governar para além de sua base, enquanto a direita sai fortalecida e com capital político para cobrar, fiscalizar e disputar o futuro do país.

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Reverteu

A virada do presidente Lula (PT-SP) não se explica apenas pelo crescimento da votação, mas pela diferença de desempenho entre os candidatos no segundo turno. O presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ampliou seus votos, porém Lula avançou mais e reverteu a desvantagem inicial.

Diferença

O resultado mostra que liderar o primeiro turno não garante a vitória no segundo turno. Os votos dos candidatos eliminados, os indecisos e a mobilização eleitoral podem alterar o cenário. No segundo turno, cada voto faz diferença.

Cobertura

Na cobertura eleitoral da Rádio Rondônia 93,3, domingo (25), com Edson dos Anjos, às 18h46, o TSE registrava 13,65% das urnas apuradas: Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tinha 50,03%, contra 49,97% de Lula (PT-SP).

Identifiquei

Naquele instante, identifiquei a tática de 70% para Lula e 30% para Flávio no Nordeste e afirmei no ar: “Lula vai virar e vencer a eleição!”. Edson dos Anjos e o operador Nilson Santos reagiram, perplexos: “Mas já, professor? Ainda não temos nem 50% das urnas apuradas!”.

Bolha

Meu vizinho de condomínio e leitor da coluna perguntou por que analisei menos as pesquisas que outros analistas. Respondi: vivemos numa bolha em Rondônia. Preferi observar os movimentos dos candidatos e o comportamento dos eleitores nas redes sociais.

Visual

Falando em comportamento, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) compareceu para votar no domingo (25) usando roupas e sapatos escuros, o que alimentou comentários nas redes sociais. Alguns internautas interpretaram o visual como sinal de luto pelo Brasil ou mudança de lado.

Textão

Incomodado com as reações à foto diante da urna, inclusive comentários sugerindo mudança de lado, Marcos Rocha (PSD) vestiu a camisa da Seleção Brasileira e publicou um textão. Relembrou as eleições de 2018, quando venceu ao lado de Jair Bolsonaro (PL), reafirmando sua identidade política: é de direita e continuará sendo.

Garantiu

O governador eleito Marcos Rogério (PL) publicou vídeo reconhecendo o resultado adverso de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Garantiu, porém, que Rondônia não vai parar e voltará ao caminho da prosperidade.

Louco

Marcos Rogério (PL) parece recuperar sua essência: o político do diálogo, da ponderação e da parcimônia. Uma direita moderada e propositiva, capaz de defender suas convicções com firmeza, sem precisar agir como cachorro louco para governar.

Desafios

Rondônia está acima das disputas ideológicas. Marcos Rogério (PL) compreende os desafios que o aguardam e a necessidade de dialogar com a bancada federal e o governo federal. Afinal, governar exige articulação, pragmatismo e compromisso com o estado.

Manifestou

O senador eleito Fernando Máximo (PL) ainda não se manifestou sobre a derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Já Bruno Scheid (PL), também eleito para o Senado, compartilhou o vídeo nas redes sociais em que o presidenciável agradece aos eleitores pelos votos de confiança no segundo turno.

Limitou-se

O senador Jaime Bagattoli (PL) adotou postura semelhante à de Bruno Scheid (PL): evitou comentar o resultado da eleição e limitou-se a compartilhar, nas redes sociais, o vídeo em que Flávio Bolsonaro (PL) agradece aos eleitores pela votação recebida.

Radical

A deputada federal eleita Sofia Andrade (PL), conhecida pelo perfil radical, publicou vídeo no domingo comentando a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin de prorrogar as eleições. Ao final, declarou: “Minha parte eu fiz”, frase que, após a derrota de Flávio Bolsonaro, alimentou interpretações diversas nas redes sociais, inclusive de reconhecimento da derrota.

Movimentada

A Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) terá uma semana movimentada. No período eleitoral, as sessões ordinárias, previstas para terças, às 15h, e quartas-feiras, às 9h, ficaram restritas às terças e ocorreram sem regularidade.

Expectativa

Após a falta de quórum na extraordinária convocada por Alex Redano (Republicanos) para quinta-feira (22), a expectativa é que as sessões de terça (27) e quarta-feira (28) incluam 26 projetos de lei, quatro mensagens e outras matérias.

Jurandir

Vale assistir ao RD Entrevistas, apresentado pelo jornalista Vinicius Canova, do Rondônia Dinâmica. O convidado foi Jurandir Oliveira, ex-prefeito de Santa Luzia D’Oeste e deputado estadual eleito, que declarou alinhamento político com o governador eleito Marcos Rogério (PL) no podcast.

Alterar

O prefeito Léo Moraes (Podemos) conta com a expectativa de receber R$ 200 milhões em aportes do futuro governo Marcos Rogério (PL). Entretanto, a derrota de Flávio Bolsonaro pode alterar o cenário político e financeiro do estado.

Acordos

Para governar Rondônia, Marcos Rogério poderá precisar rever prioridades e controlar as contas públicas. Na política, acordos não são imutáveis: conforme muda o cenário, compromissos podem ser renegociados, repactuados ou até desfeitos.

Estratégia

O prefeito Léo Moraes (Podemos), de Porto Velho, optou pelo silêncio no segundo turno presidencial e evitou se comprometer publicamente com qualquer candidato. A estratégia preservou pontes políticas com diferentes campos ideológicos.

Estratégico

Sem declarar voto, Léo (Podemos) manteve espaço para o diálogo com o presidente Lula (PT-SP) e a esquerda, enquanto conta com a expectativa de aporte financeiro do governador eleito Marcos Rogério (PL). Na política, transitar entre lados pode ser estratégico.

Cemitério

O vereador Fernando Silva (Republicanos) cobrou providências para a limpeza do Cemitério Santo Antônio, em Porto Velho, após reclamações sobre o matagal. A solicitação foi atendida com capina, roçagem e retirada de resíduos, preparando o local para o Dia de Finados, em 2 de novembro próximo.

Sério

Falando sério, na política, o silêncio vale ouro, a conveniência veste várias camisas e os acordos mudam conforme o vento sopra. No fim, o eleitor assiste ao espetáculo, paga a conta e ainda corre o risco de aplaudir quem prometeu resolver o problema, mas só apareceu depois da cobrança.

Geral COLUNA FALANDO SÉRIO

Fonte/Créditos: Por Herbert Lins Publicada em 27/10/2026 às 09h02

Comentários

Autor da postagem
Elinaldo Bispo • 27/10/2026 16:13
CARO LEITOR, os números das urnas revelam uma virada expressiva. No primeiro turno, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) liderou com 56,1 milhões de votos, contra 53,8 milhões do presidente Lula (PT-SP). No segundo, Lula reverteu o placar, alcançando 64,2 milhões, enquanto Flávio chegou a 59,8 milhões.
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