
De acordo com Anderson, após esfaquear a vítima, ele pegou o carro e saiu para um matagal, onde teria perdido a faca e sua carteira. Segundo o investigado, que atuava há 16 anos como vigilante, a faca utilizada no crime é um objeto de pesca e tem entre 25 cm e 30 cm.
“Entrei no mato e, se não me engano, vi a Polícia Civil chegando. Meu pensamento era só que eu ia me entregar”, complementou.
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Durante o interrogatório, Anderson falou que tinha um relacionamento de 9 anos com a vítima. “Nunca vivemos bem. Sempre teve briga e discussões.”
Sobre o crime, Anderson alegou não ter lembranças, porque que havia bebido e entrado em surto, mas disse que abordou a mulher no meio da rua e que eles teriam começado a discutir.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesFilho soube da morte da mãe por amigo
O filho mais velho de Flávia ficou sabendo da morte da mãe após um amigo, que mora na mesma rua da vítima, ser avisado por telefone sobre o crime por um colega.
Ele disse que uma mulher tinha sido esfaqueada e estava caída no chão. Ainda na ligação, contou que achava que era a mãe dele.
O jovem chegou ao local de moto e já encontrou a mãe sem vida. Algumas pessoas prestaram socorro e tentaram reanimá-la no local do crime, sem sucesso.
Vídeo do momento do ataque:
O crime
A vítima caminhava pela rua acompanhada da filha, de 4 anos, quando foi abordada e esfaqueada pelo companheiro. Flávia voltava do mercado, após fazer compras. Anderson Gonçalves foi preso nesta terça-feira (8/9), próximo à 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).
Uma vizinha contou que a irmã do jovem, uma criança de 4 anos, presenciou o assassinato da mãe. A mulher mostrou ao rapaz onde a menina estava e relatou que ia à igreja quando ouviu os gritos.
“Estava me arrumando para ir à igreja quando escutei os gritos de socorro. Quando olhei, a mulher estava correndo e o agressor correndo atrás dela. Eu gritei para o meu namorado, falei que ele ia matar a mulher. Meu namorado desceu correndo para ajudá-la. Ele tentou fazer massagem cardíaca nela. Quando retornou para casa, estava cheio de sangue da vítima”, descreveu.
Testemunhas relataram aos policiais que ouviram uma discussão entre o casal momentos antes do crime. Familiares que estiveram no local também relataram que Flávia e Anderson mantinham um relacionamento conturbado.
A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Anderson Gonçalves. O espaço está aberto para posicionamentos.
Relacionamento e prisão
- O filho da vítima disse à polícia que a mãe não estava mais com Anderson e confirmou que o relacionamento era conturbado.
- Ele ressaltou ainda que Flávia tinha a intenção de se separar do companheiro, mas que o homem a perseguia e não aceitava o fim da relação.
- O Metrópoles apurou que o advogado do suspeito tentou apresentá-lo à delegacia, mas, antes que isso ocorresse, Anderson foi capturado entrando em um carro próximo à DP.
- Em depoimento, o homem disse que teve uma discussão com a vítima e que, no calor do momento, pegou uma faca que estava dentro do carro — usada por ele em pescarias — e esfaqueou a mulher.
Imagens:
Mais detalhes:
- Ainda de acordo com a irmã, apesar das agressões, Flávia nunca chegou a registrar boletim de ocorrência.
- A parente disse que eles não estavam morando oficialmente juntos, mas que Anderson frequentava constantemente a residência da vítima.
- Também foi relatado no boletim de ocorrência que Anderson fazia uso excessivo de bebidas alcoólicas, principalmente nos fins de semana.
- A declarante reforçou que Flávia já havia feito reclamações sobre o comportamento de Anderson.
- Após o crime, ele teria ido à casa onde a vítima morava.
Fonte/Créditos: Metrópoles/Larice de Paula, Isabella Wagner 08/09/2026 13:07, atualizado 08/09/2026 14:08
Créditos (Imagem de capa): Reprodução / @capitalnews24h

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