
Durante a conversa telefônica realizada nesta quarta-feira, o mandatário defendeu a tática de estrangulamento econômico em detrimento do uso direto da força aérea.
“O bloqueio é um pouco mais eficaz do que os bombardeios. Eles estão sufocando como um porco recheado. E vai ser pior para eles. Eles não podem ter uma arma nuclear”, afirmou Trump, conforme publicado pelo portal Axios.
O presidente americano revelou ter rejeitado uma oferta vinda das autoridades iranianas que visava a liberação do tráfego no estreito. O motivo da recusa seria a tentativa do Irã de postergar o debate sobre o desarmamento atômico para uma fase futura das tratativas.
Atualmente, o Irã se recusa a dialogar ou liberar a via marítima sob sanções navais, a Casa Branca condiciona o fim da operação à assinatura de um tratado de paz que encerre formalmente o conflito iniciado há dois meses que, apesar de estar sob cessar-fogo, desestabilizou o Oriente Médio e inflacionou os combustíveis.
Paralelamente à postura pública de Trump, a cúpula militar dos Estados Unidos já teria estruturado uma estratégia para ataques aéreos de curta duração e alta intensidade. O objetivo dessa investida seria elevar o custo político e militar para o governo iraniano. A informação, também veiculada pela Axios, baseia-se em relatos de fontes que acompanham o planejamento das forças armadas.
A continuidade da crise reflete-se diretamente nos indicadores financeiros globais. Com o Estreito de Ormuz obstruído há 60 dias e sem perspectivas de normalização a curto prazo, o valor do barril de petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 119 nas negociações em Londres, evidenciando o impacto persistente do conflito na economia mundial.
Fonte/Créditos: Diário do Poder/Juan Araujo
Créditos (Imagem de capa): (Foto: Reprodução das redes sociais. 29/04/2026 20:02 | Atualizado 29/04/2026 18:24

