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Terça-feira, 27 de Outubro 2026
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Meio Ambiente

Fotografia Voo livre: o colorido das araras-canindé retorna ao Rio

Extinta no estado há mais de 200 anos, aves ganharam uma segunda chance de colorir as florestas fluminenses com reintrodução no Parque Nacional da Tijuca

Fotografia Voo livre: o colorido das araras-canindé retorna ao Rio
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Depois de mais de 200 anos de ausência, as araras-canindé ganharam uma segunda chance de colorir os céus e florestas do Rio de Janeiro. O retorno da espécie ao estado fluminense é fruto da iniciativa de reintrodução liderada pelo Refauna, no Parque Nacional da Tijuca. Três indivíduos foram soltos – todas fêmeas, batizadas de Fernanda, Fátima e Sueli. As aves estavam em um recinto de aclimatação desde junho de 2025, enquanto se adaptavam à nova casa, ganhavam musculatura de voo e reaprendiam a vida em liberdade. Um macho, Selton, ainda não foi liberado e seguirá por mais tempo no recinto.

A soltura foi realizada no início de janeiro (7), com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As araras são oriundas do Parque Três Pescadores, do município de Aparecida, São Paulo.

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De acordo com a ong, mais dois ou três casais de arara-canindé (Ara ararauna) devem se juntar ao macho Selton ainda em 2026, para dar prosseguimento à reintrodução da ave no parque.

Arara-canindé (Ara ararauna) fora do recinto de aclimatação. Foto: Flavia Zagury/Refauna

A expectativa é que a reintrodução dessa segunda leva de araras possibilite a reprodução e o gradual estabelecimento da população da espécie no Rio. A meta é alcançar a reintrodução de 50 araras-canindés ao longo de cinco anos.

“O planejamento para trazer de volta as araras ao Rio começou em 2018, com destaque para a questão sanitária, que é desafiadora nesta espécie. O período de aclimatação exigiu uma dedicação enorme da equipe. Desejamos que as araras se adaptem bem à vida livre e que os moradores e visitantes do Rio de Janeiro tenham, no futuro próximo, a oportunidade de avistar essas aves maravilhosas colorindo o céu da cidade. A reintrodução das araras agora precisa da colaboração dos cariocas, cuidando e valorizando os animais livres como eles devem ser”, pontua Lara Renzeti, bióloga do Refauna e Coordenadora da Reintrodução das Araras.

As araras liberadas possuem anilhas, microchips e colares de identificação, que irão facilitar o monitoramento pelos pesquisadores. O objetivo é que a sociedade, em especial os moradores do entorno do parque, também ajude a monitorar o paradeiro das aves, a partir dos relatos e informações enviadas para o Instagram do Refauna ou para o WhatsApp  (21 96974-4752).

As pessoas também podem contribuir para o monitoramento participativo pelo aplicativo gratuito do SISS-Geo, desenvolvido pela Fiocruz e usado para registro da fauna silvestre.

Livre pra voar. Foto: Flavia Zagury/Refauna
Foto: Flavia Zagury/Refauna
Foto: Flavia Zagury/Refauna
Foto: Flavia Zagury/Refauna
No comedouro, do lado de fora do recinto de aclimatação. Foto: Flavia Zagury/Refauna
Foto: Flavia Zagury/Refauna
 
  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica. →

Fonte/Créditos: Duda Menegassi · 26 de janeiro de 2026

Créditos (Imagem de capa): Foto: Flavia Zagury/Refauna

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