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Quinta-feira, 29 de Outubro 2026
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Justiça

Falta de provas - Moraes leva 3 anos para arquivar investigação contra Daniel Silveira

Decisão atende a pedido da PGR e abre caminho para defesa solicitar devolução de R$257 mil e desbloqueio de veículos

Falta de provas - Moraes leva 3 anos para arquivar investigação contra Daniel Silveira
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Falta de provas

Leg - Ex-deputado federal Daniel Silveira. (Foto: Elaine Menke/Câmara do Deputados).

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Pedro Taquari

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de uma investigação contra o ex-deputado federal Daniel Silveira três anos depois de instaurada. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de elementos suficientes para justificar a continuidade das apurações, conforme informou a defesa.

O inquérito investigava suspeitas de fraude à execução, lavagem de dinheiro e possíveis crimes tributários.

A apuração teve origem em uma operação da Polícia Federal, realizada em fevereiro de 2023, na qual foram apreendidos dinheiro em espécie e veículos na residência do ex-parlamentar.

Os investigadores analisaram movimentações financeiras e patrimoniais para verificar se Silveira teria tentado ocultar bens com o objetivo de evitar o pagamento de multas decorrentes de sua condenação pelo STF.

A investigação também examinou a origem dos recursos e a propriedade dos automóveis apreendidos.

Em sua manifestação, a PGR considerou insuficientes os elementos reunidos para sustentar as suspeitas investigadas.


O órgão não identificou provas suficientes de fraude à execução ou de lavagem de dinheiro que justificassem a continuidade do procedimento criminal.

Com o arquivamento, a defesa solicitou a devolução de R$257 mil apreendidos, com correção monetária e rendimentos, além do desbloqueio de três veículos.

O quarto automóvel apreendido pertence à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e não foi incluído no pedido de liberação.

O advogado Michael Robert Silva Pinheiro argumentou que, com o encerramento da investigação, não haveria justificativa para manter os valores retidos e as restrições sobre os veículos.

Segundo a defesa, a restituição dos equipamentos eletrônicos apreendidos já havia sido autorizada em 3 de agosto de 2026.

Os pedidos de devolução do dinheiro e de desbloqueio dos automóveis ainda dependem de decisão judicial.


O arquivamento encerra a investigação nas condições atuais, mas novas provas podem permitir a retomada das apurações, conforme as regras aplicáveis.

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Fonte/Créditos: Diário do Poder/Pedro Taquari

Créditos (Imagem de capa): (Foto: Elaine Menke/Câmara do Deputados).

Comentários

Autor da postagem
Elinaldo Bispo • 29/10/2026 20:25
O inquérito investigava suspeitas de fraude à execução, lavagem de dinheiro e possíveis crimes tributários.
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