
A Controladoria-Geral da União (CGU) oficializou a convocação de um informante da Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no âmbito de uma investigação que envolve Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O depoente em questão é peça-central em apurações que miram supostas vantagens indevidas e repasses financeiros vinculados a contratos do setor de telecomunicações durante gestões petistas anteriores.
O caso transcorre sob a condução da corregedoria do órgão de controle, que busca aprofundar os elementos colhidos originalmente pela PF.
O informante havia apresentado aos investigadores relatos detalhados, planilhas e cronogramas de pagamentos que, segundo a tese apurada, ligavam aportes de grandes empresas de telefonia a negócios controlados pelo filho do chefe do Executivo.
A movimentação da CGU recoloca em evidência as suspeitas de tráfico de influência e corrupção que marcaram os governos anteriores do Partido dos Trabalhadores (PT).
Historicamente, o cerne das investigações aponta para a empresa Gamecorp, de propriedade de Fábio Luis, que recebeu repasses milionários da antiga operadora Telemar (posteriormente Oi).
Os investigadores mapearam que os investimentos na empresa de Lulinha ocorreram em períodos coincidentes com decretos e mudanças regulatórias promovidas pelo governo federal que favoreceram o setor de telecomunicações, incluindo a alteração na Lei Geral de Telecomunicações que permitiu a fusão da Brasil Telecom com a Oi.
A reabertura de frentes de apuração por órgãos internos do próprio governo gera forte repercussão nos bastidores de Brasília.
Parlamentares de oposição ao Palácio do Planalto vêm acompanhando os desdobramentos e cobrando rigor e independência da CGU na condução do processo administrativo, sob o argumento de que os fatos narrados pelo colaborador são graves e possuem robusto lastro documental.
A convocação do informante sinaliza que, apesar das sucessivas anulações e arquivamentos de processos da Operação Lava Jato no âmbito do Poder Judiciário nos últimos anos, os indícios de irregularidades e a pressão por transparência institucional continuam a tensionar a estrutura política do atual governo.
O depoimento deverá ser mantido sob sigilo para preservar a integridade das apurações em andamento.
Fonte/Créditos: Diário do Poder/Pedro Taquari
Créditos (Imagem de capa): Lulinha em foto recente divulgada na imprensa e redes sociais espanholas.26/05/2026 14:35 | Atualizado 26/05/2026 16:41

