Parabéns aos 231.626 eleitores paulistas que, em 2023, deram ao milionário bispo da Universal e ex-presidente da Rede Record, Marcos Pereira, seu segundo mandato como deputado federal por São Paulo.
Por também terem conferido a Marcos, presidente nacional do partido Republicanos desde 2024, o título de cidadão honorário ou benemérito, por lhe terem concedido diplomas, comendas, medalhas e colares honoríficos desde 2011, antes mesmo de entrar para a política, o povo brasileiro agradece em especial aos prefeitos e vereadores de Agudos, Angatuba, Batatais, Embu das Artes, Franca, Guarujá, Iguape, Iperó, Serrana, Itapetininga, Itupeva, Jundiaí, Leme, Limeira, Mococa, Osasco, Piraju, Pirapozinho, Presidente Prudente, Santa Bárbara, Santos, São Carlos, São Vicente, Valinhos, Vinhedo e, pasme o leitor, Porto Velho.
Sim, e agradeçamos também ao então governador Confúcio José do Egito, hoje senador Confúcio Matusalém Hamourabi, que conferiu em 2011 ao dito cujo a mais alta honraria do Estado de Rondônia, a Ordem do Mérito Marechal Rondon, no mais elevado grau, o de Cavaleiro, sabe-se lá por quais motivos.
Deve ser por Marcos Pereira ter sido o único dos membros da cúpula da Rede Record presente na cerimônia privada no Palácio do Planalto para a posse de Dilma Rousseff na Presidência da República que se dignou até hoje a vir "beber a água do Madeira". Edir Macedo, Laprovita Vieira, Honorilton Gonçalves, Marcelo Crivella acham que a capital daqui é Boa Vista. Detalhe: todos orientaram seu rebanho a votar a favor do "impeachment", inclusive o hoje senador Marcos Rogério.
Por dinheiro não foi: depois de 8 anos como prefeito de Ariquemes e 12 como deputado federal, Confúcio Chan declarou oficialmente, à época, ter um patrimônio de R$ 8,5 milhões. Já o patrimônio declarado, oficial e obrigatoriamente, pelo hoje deputado federal Marcos Pereira (na época presidente honorário da Rede Record e bispo licenciado da IURD), não pôde ser localizado em longas pesquisas no Portal da Transparência da Câmara, em sua Biografia e muito menos no gov.br.
Mas a conta é fácil de ser feita: 84 meses recebendo subsídio líquido mensal de R$ 33.616,00, fora o 13º, mais R$ 45.000,00 de verba de gabinete, totalizam R$ 7,146 milhões. O custo mensal de cada um dos 553 deputados federais, que só trabalham de terça a quinta, é de R$ 270.000,00. Ou seja: todo ano, ajudamos a sustentar Vossas Excelências com nada menos que R$ 149.300.000,00, inclusive Marcos Pereira, o condecorado pelo Governo de Rondônia.
Isso ajuda a explicar porque ontem (27), em entrevista à "Folha de S. Paulo", o riquíssimo deputado, presidente nacional do Republicanos (aqui quem manda é Alex Redano, presidente da Assembleia), disse que é contra o fim da escala 6×1 por um motivo inusitado: os pobres usarão drogas nas folgas, segundo ele.
Ele se colocou contra o projeto, e disse: "Ócio demais faz mal". O político opinou que quanto mais trabalho, mais prosperidade. Em sua visão, as pessoas têm que ter lazer, mas não demais. Ele citou que, entre várias pessoas que conhece, muitas pararam de trabalhar ao se aposentarem e ficaram doentes ou morreram rápido.
Além disso, ele contou que os pobres não têm “condições de lazer”, e sugeriu como eles usarão o tempo livre. “A população vai fazer lazer onde?”, questionou. O político disse que o povo de Agudos, Angatuba, Batatais, Embu das Artes, Franca, Guarujá Iguape, Iperó, Serrana, Itapetininga, Itupeva, Jundiaí, Leme, Limeira, Mococa, Osasco, Piraju, Pirapozinho (!), Presidente Prudente, Santa Bárbara, Santos, São Carlos, São Vicente, Valinhos, Vinhedo e Porto Velho não tem dinheiro e vai se dedicar às drogas e jogos de azar.
Marcos Pereira comentou que em vez de lazer, pode ser o Mal. “Qual é o lazer de um pobre numa comunidade?”, indagou o milionário. “Ou num sertão lá no Nordeste?”, prosseguiu. Contudo, ele surpreendeu com a sinceridade de afirmar que sua bancada pode votar a favor do fim da escala de trabalho 6 x 1 por ser ano eleitoral e não querer perder votos dos pobres.
Por: Carlos Pedro Macena
Fonte/Créditos: Carlos Pedro Macena
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