
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que após a obtenção da superioridade no espaço aéreo iraniano, as forças americanas “começarão a expandir a presença e os ataques em direção ao interior do país”, com o objetivo declarado de aumentar a liberdade de manobra das unidades expedicionárias e pressionar infraestruturas críticas que, segundo os comandos, sustentam as capacidades militares de Teerã.
A declaração de Caine ocorre em um contexto em que a ofensiva, que começou no último sábado (28 de fevereiro), já foi descrita pelos comandantes como estando em seus “estágios iniciais”, embora tenham sido relatados ataques coordenados com Israel e o uso de milhares de munições guiadas contra instalações iranianas.
Em paralelo, o Comando Central do Exército dos EUA (CENTCOM) informou que, em menos de 100 horas de operações, “quase 2.000 alvos” foram atingidos em profundidade no Irã, incluindo sistemas de defesa aérea, lançadores de mísseis balísticos e veículos aéreos não tripulados, degradando o poder de fogo entregue ao regime de Teerã.
A amplitude dos ataques já provocou medidas de precaução diplomática na região: a Embaixada dos Estados Unidos no Iraque elevou seu nível de alerta ao mais alto patamar (nível 5) e emitiu orientação para que todos os cidadãos americanos deixem o país com urgência, diante da possibilidade de retaliações contra instalações que abrigam tropas americanas no território iraquiano.
Analistas militares destacam que a presença americana no Iraque, que abriga várias bases e destacamentos logísticos, constitui um ponto sensível, tendo em vista não apenas a proximidade com o Irã, mas também o histórico recente de confrontos com milícias xiitas pró-iranianas que operam naquela região.
O cenário estratégico mais amplo inclui relatos de ataques iranianos ou de forças alinhadas sendo detectados em diferentes países do Oriente Médio, com explosões sendo registradas nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, além de forças israelenses manterem operações contra o grupo Hezbollah no Líbano, aliado de Teerã.
Até o momento, o governo americano tem enfatizado que a expansão dos ataques no interior do Irã faz parte de uma estratégia para degradar capacidades militares que poderiam ser utilizadas contra interesses e aliados dos EUA na região, enquanto mantém que a campanha ainda está em uma fase inicial e que os objetivos finais e a duração das operações continuam a evoluir.
Fonte/Créditos: Pedro Taquari/Diário do Poder
Créditos (Imagem de capa): (Foto: Gage Skidmore/Wikimedia Commons).
