A diretora-executiva do Imazon, Ritaumaria Pereira. Foto: Thomas Mendel/Unep
O trabalho do instituto de pesquisa brasileiro Imazon foi reconhecido internacionalmente pelas Nações Unidas como um dos cinco Campeões da Terra de 2025, na categoria “Ciência e Inovação”. A premiação, concedida nesta terça-feira (9), durante a 7ª sessão da Assembleia Ambiental da ONU, reconhece os esforços da organização que há 35 anos atua no combate ao desmatamento na Amazônia, com destaque ao uso pioneiro de modelos de inteligência artificial para prevenir a destruição da floresta.
O objetivo da ferramenta desenvolvida pelo Imazon é criar alertas precoces e, com eles, orientar políticas públicas e autoridades na defesa da Amazônia brasileira. Lançado em 2021, um mapa virtual com pontos amarelos, laranjas e vermelhos indicam o grau de risco de desmatamento, a partir de dados de satélites interpretados com ajuda da IA. Com eles, é possível se antecipar ao desmate e garantir a proteção das áreas sob maior risco.
“É uma mudança de paradigma significativa que a inteligência artificial, a computação em nuvem e os novos algoritmos permitem para que a gente tenha informações ainda mais precisas sobre o futuro próximo da Amazônia e tentar evitar estes cenários de destruição por desmatamento e degradação florestal”, destaca o pesquisador associado do Imazon, Carlos Souza Jr.
Os dados também serviram de base para mais de 4,4 mil processos judiciais ambientais e ajudaram a identificar 99% dos casos de desmatamento ilegal.
Fonte/Créditos: Redação ((o))eco ·
Créditos (Imagem de capa): Foto: Thomas Mendel/Unep


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