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Sempre-vivas, um espetáculo de flores no Caminho de Cora. Foto: Paula Diniz
Após revisão técnica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atualizou o Mapa de Regiões Fitoecológicas e Outras Áreas. O lançamento do novo mapa ocorreu na última sexta-feira (20). Foram incluídas na atualização a Floresta Estacional Sempre-Verde e o Refúgio Vegetacional, ambos estão dentro da Macrocaracterização dos Recursos Naturais do Brasil, que é uma coleção de mapeamentos dos recursos naturais do país.
Com o objetivo de agrupar dados e divulgar de forma acessível à população, essas informações foram resultados do Projeto de Mapeamento dos Recursos Naturais (MRN), que registra e fornece um panorama de elementos como: rochas, relevo, solos e vegetação do território.
Uma dessas novas regiões catalogadas é a Floresta Estacional Sempre-Verde, que consiste em um tipo de vegetação presente no Mato Grosso, caracterizada por manter suas folhas verdes mesmo em tempos de seca, daí o nome.
Uma outra adição no mapa foram as “comunidades relíquias”, conhecidas como refúgios vegetacionais. São áreas que preservam uma vegetação mais antiga do que existe ao seu redor, preservando a cobertura vegetal mesmo com mudanças ambientais e climáticas. Elas representam, atualmente, 0,2% do território nacional. Sua inclusão ocorreu depois de expedições no Estado de Minas Gerais, na região da Serra do Espinhaço, durante 2024 e 2025.
A inserção dos Refúgios no mapa surgiu por conta da sua importância, que segundo pesquisadores, essas áreas são muito maiores do que se pensava, além de abrigarem uma variedade de plantas exclusivas daquela região.
“O mapa de regiões traz uma separação maior do que o de biomas. Ele funciona bem para você entender e conhecer melhor o território, alguns processos e os tipos de vegetação do nosso país. A interpretação e o conhecimento do território são maiores”, diz Luciana Temponi, chefe do setor meio biótico do IBGE.
Ao catalogar esses espaços, o mapa das Regiões Fitoecológicas, que aborda a cobertura vegetal original brasileira e realizar a Macrocaracterização, delimitando os vários tipos de vegetação na região, é possível auxiliar em sua compreensão e na criação de elementos que ajudem a preservar locais como esses. A coleção da Macrocaracterização pode ser encontrada na Plataforma Geográfica do IBGE e no Banco de informações Ambientais.
*Com informações da Agência de Notícias do IBGE.
Fonte/Créditos: Mirella Casanova · 24 de março de 2026
Créditos (Imagem de capa): Foto: Paula Diniz
