Correio da Mata- Sua fonte de notícias na cidade de Rolim de Moura

MENU

Notícias / Meio Ambiente

Salada Verde - Ibama libera abate de pirarucu fora da Amazônia e classifica espécie como invasora

Nova instrução normativa permite pesca sem restrições em bacias onde o peixe não é nativo e prevê uso social da carne

Salada Verde - Ibama libera abate de pirarucu fora da Amazônia e classifica espécie como invasora
A-
A+
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.
enviando
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou nesta quinta-feira (19) a Instrução Normativa nº 7/2026 que declara o pirarucu (Arapaima gigas) como espécie exótica invasora quando encontrado fora de sua área de ocorrência natural. A medida atinge diversas bacias hidrográficas do país, incluindo regiões do Nordeste, Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste, onde o peixe amazônico foi introduzido.

A norma reconhece a “nocividade ambiental” do pirarucu nessas áreas e autoriza sua captura, pesca e abate sem limite de tamanho ou cota, durante todo o ano, tanto por pescadores profissionais quanto artesanais. Diferentemente de outras regras de manejo, a devolução dos animais à água está proibida: todo exemplar capturado deverá ser abatido, como forma de controle populacional.

Publicidade

Leia Também:

 


 

Além disso, o Ibama estabelece que os produtos derivados do pirarucu capturado só poderão ser comercializados dentro do estado de origem. A instrução também incentiva a destinação da carne para programas públicos, como merenda escolar, hospitais e ações de combate à fome, além de permitir doações. Estados e municípios poderão apoiar ações de controle, incluindo a pesca esportiva, desde que sem prática de “pesque e solte”.

A introdução de espécies fora de sua área natural é considerada uma das principais ameaças à biodiversidade aquática, podendo provocar desequilíbrios ecológicos e competição com espécies nativas. A norma prevê ainda campanhas de educação ambiental e revisão das regras em até três anos, com o objetivo de avaliar a efetividade das medidas no controle da espécie.

 
  • Karina Pinheiro

    Jornalista formada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), possui interesse na área científica e ambiental, com experiência na área há mais de 2 anos. 

Fonte/Créditos: Karina Pinheiro ·  19 de março de 2026

Créditos (Imagem de capa): Foto: PF Amazonas.

Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!

Fale conosco!