ROTA DO PETRÓLEO

"Todos precisam entender que a administração do Estreito de Ormuz nunca mais será a mesma que existia antes da guerra", declarou Ghalibaf, segundo a agência estatal iraniana IRNA.
O negociador ressaltou que o Irã continuará respeitando as normas internacionais de navegação, mas deixou claro que Teerã pretende exercer um papel mais ativo na gestão da estratégica rota marítima.
"As regras internacionais serão respeitadas, mas o Irã administrará o Estreito de Ormuz", afirmou.
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As declarações foram feitas poucas horas após uma rodada de negociações realizada na Suíça entre representantes iranianos e americanos, em mais uma tentativa de consolidar os acordos que colocaram fim à recente escalada militar no Oriente Médio.
Segundo Ghalibaf, os encontros renderam avanços importantes em temas considerados estratégicos para o governo iraniano.
"Esta viagem trouxe resultados significativos, especialmente nas discussões sobre o Estreito de Ormuz, a situação no Líbano, as sanções ao setor petrolífero e o desbloqueio de ativos congelados", disse.
Apesar do otimismo, o negociador reconheceu que o processo ainda está em fase inicial.
"Acreditamos que estamos apenas começando este processo e que ainda há muito trabalho pela frente", acrescentou em vídeo divulgado no Telegram.
Ghalibaf também acusou Israel de tentar impedir o avanço das negociações.
"Israel se opõe fortemente a esse processo diplomático porque o considera uma ameaça aos seus próprios interesses e busca sabotá-lo", afirmou.
Nesta segunda-feira, Ghalibaf e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, participaram de reuniões em Mascate, capital de Omã, onde a situação do Estreito de Ormuz voltou a ser um dos principais temas da agenda.
Durante os encontros, o chanceler omanense, Badr al-Busaidi, defendeu a manutenção de uma navegação segura e sem obstáculos na região, considerada uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte mundial de petróleo.
Dados de plataformas de monitoramento marítimo indicam que o fluxo de embarcações pelo estreito segue próximo dos níveis registrados antes das recentes tensões. Até o fim da segunda-feira, ao menos 26 navios cargueiros e embarcações comerciais haviam atravessado a passagem.
O Estreito de Ormuz foi reaberto na semana passada após um acordo entre Irã e Estados Unidos destinado a encerrar os confrontos no Oriente Médio. No entanto, Teerã anunciou um novo bloqueio temporário no sábado em resposta aos ataques israelenses realizados no Líbano.
Desde então, as negociações entre Washington e Teerã avançaram para a criação de mecanismos de segurança destinados a evitar novos confrontos e garantir a livre circulação de navios na região.
Entre as medidas acertadas está a criação de um canal direto de comunicação entre as partes para evitar incidentes e reduzir riscos de escalada militar, segundo mediadores do Catar e do Paquistão.
Fonte/Créditos: Por Notícias ao Minuto

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