
Na última quinta-feira (25), o vereador Senival Moura (PT-SP) foi preso durante a Operação Última Parada, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público. Segundo as investigações, ele é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro do PCC por meio de uma empresa de transporte coletivo da capital paulista. Ao todo, cinco pessoas foram presas.

O episódio ganha relevância porque ocorre poucos meses após uma decisão política que provocou forte repercussão.
Em abril, o presidente Lula criticou a intenção dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. “Essa é uma guerra que é nossa, essa guerra não é dos Estados Unidos”, afirmou. O argumento do governo foi o de preservar a soberania brasileira e evitar precedentes para intervenções externas.
Os Estados Unidos, porém, mantiveram sua posição e, em 5 de junho, incluíram oficialmente o PCC na lista de organizações terroristas estrangeiras.
A coincidência entre os fatos inevitavelmente levanta questionamentos.
Se a oposição do governo à classificação do PCC era exclusivamente uma questão diplomática e de soberania, por que a mensagem transmitida à sociedade foi a de minimizar uma medida adotada justamente contra uma das organizações criminosas mais poderosas da América Latina?
E, agora que um parlamentar do próprio PT é investigado por supostos vínculos com um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC, essa decisão política passa a ser observada sob uma nova perspectiva.
É uma pergunta que o governo ainda não respondeu de forma capaz de encerrar o debate.
Veja o vídeo:
Emílio Kerber Filho
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Fonte/Créditos: Por Emílio Kerber Filho 30/06/2026 às 07:40 Opinião Ler na área do assinante


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