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Terça-feira, 13 de Outubro 2026
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Política

Marcos Rogério mira retorno de policiais cedidos; Gazola pode assumir a Sesau; e bloco governista busca ampliar maioria na Assembleia

A íntegra da coluna redigida por Herbert Lins

Marcos Rogério mira retorno de policiais cedidos; Gazola pode assumir a Sesau; e bloco governista busca ampliar maioria na Assembleia
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COLUNA FALANDO SÉRIO


Marcos Rogério mira retorno de policiais cedidos; Gazola pode assumir a Sesau; e bloco governista busca ampliar maioria na Assembleia

Prof. Herbert Lins – MTE 1143

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Senado mais conservador: as urnas de 2026 redesenham o mapa do poder em Brasília

CARO LEITOR, os resultados das urnas no primeiro turno deram ao Partido Liberal (PL) a maior bancada de um único partido desde a Constituinte de 1988. O avanço fortaleceu o bolsonarismo no Congresso Nacional e levou o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a prometer mudanças na Constituição. Mas o que as urnas realmente revelam sobre o novo Parlamento? A direita cresceu, sobretudo dentro do próprio campo ideológico, sem alterar radicalmente a divisão dos grandes blocos políticos. No Senado, porém, a mudança é mais perceptível, com reflexos sobre a correlação de forças e as pautas em disputa. O resultado exige cautela nas interpretações: ampliar bancadas não significa ter maioria automática para reformar a Carta Magna. Entre o discurso eleitoral e a realidade legislativa, há negociações, interesses regionais e limites constitucionais. A onda conservadora merece análise para além das aparências.

Senado

A partir de 1º de fevereiro de 2027, o Senado Federal terá nova composição partidária, definida pelas urnas de 2026 e pelos mandatos vigentes. O resultado aponta para uma Casa Alta de Leis mais conservadora, com maior influência da direita.

PL

O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada do Senado, com 28 parlamentares. A legenda elegeu 19 senadores em 2026, que se somam aos nove integrantes com mandatos em andamento. O resultado amplia o peso do bolsonarismo na Casa Alta de Leis. 

PT

O PT contará com nove senadores a partir de 2027. A legenda elegeu seis representantes em 2026 e manteve sua bancada de nove integrantes na bancada. A legenda petista continuará como uma das principais forças de oposição ao PL no Senado. 

MDB

O MDB terá oito senadores na próxima legislatura. Apesar de eleger sete representantes em 2026, a legenda reduzirá sua bancada em relação à composição anterior. Ainda assim, conservará espaço relevante nas negociações políticas e na formação de maiorias. 

FUP

A federação partidária União Progressista (UP) terá uma bancada conjunta projetada de 12 senadores. A força desse grupo dependerá da articulação entre União Brasil e o PP, bem como da capacidade de negociar apoio às propostas do governo e da oposição no Congresso Nacional.

Cinco 

PSD e Republicanos terão cinco senadores cada, conforme resultado do TSE divulgado após o primeiro turno. As duas legendas ocuparão posições relevantes na disputa por alianças, relatorias e presidências de comissões, podendo influenciar votações decisivas ao longo da legislatura. 

PSB

O PSB terá quatro senadores a partir de fevereiro de 2027. A legenda contará com representantes de diferentes estados e deverá participar das articulações do campo de centro-esquerda, embora sua atuação dependa das pautas em votação e dos acordos firmados na Casa na Casa Alta de Leis.

Novo

O partido Novo contará com três senadores na próxima legislatura. O partido terá representação menor que a do PL, mas poderá atuar em votações específicas, especialmente quando houver convergência entre suas posições e as de outras bancadas em matérias econômicas, administrativas e institucionais. 

Dois

PSDB e Podemos terão dois senadores cada. Mesmo com bancadas reduzidas, as legendas poderão participar das negociações legislativas e influenciar decisões em votações apertadas, dependendo da convergência de interesses e da capacidade de articulação de suas lideranças. 

Um

Rede Sustentabilidade e PDT terão um senador cada após o resultado do primeiro turno divulgado pelo TSE. Com representação reduzida, os partidos precisarão articular alianças para ampliar sua influência sobre a agenda legislativa e defender suas prioridades no Senado Federal. 

Governar

Uma coisa é certa: quem vencer a disputa presidencial no próximo dia 25 de outubro terá de governar com um Senado mais conservador e ideologicamente alinhado à direita, cenário que poderá ampliar as tensões políticas e dificultar as negociações entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo.

Reagiu

Falando em tensões, o senador eleito Bruno Scheid (PL) reagiu à declaração da ex-senadora e deputada estadual eleita Fátima Cleide (PT), segundo a qual a Polícia Militar de Rondônia (PMRO) “mete medo na população da periferia”. A fala provocou reações no meio político e entre representantes da corporação.

Escudo

Nas redes sociais, Bruno Scheid sugeriu a Fátima Cleide corrigir sua fala e classificou a PMRO como escudo da sociedade rondoniense. Reforçou, ainda, o compromisso de defender, no Congresso Nacional, maior liberdade de atuação das forças de segurança no combate ao crime.

Repudiaram

Além de Bruno Scheid, outros parlamentares e entidades representativas dos policiais militares de Rondônia repudiaram a declaração de Fátima Cleide (PT), classificando-a como infeliz, polêmica e desnecessária. A fala reacendeu o debate sobre segurança pública e o papel da PMRO.

Intenção

Falando no papel da PMRO, o governador eleito Marcos Rogério (PL) tem afirmado, em entrevistas, a intenção de requisitar o retorno de agentes de segurança cedidos a outros órgãos, diante da escassez de efetivo nas polícias Civil e Militar e no Corpo de Bombeiros.

Agenda

O senador e governador eleito Marcos Rogério (PL) iniciou uma agenda institucional com visitas a órgãos de fiscalização e controle, a exemplo do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO). Em breve, deverá se reunir com representantes dos poderes Judiciário e Legislativo.

Convite

Marcos Rogério (PL) deixou escapar o convite ao deputado federal Jaime Gazola (Podemos) para assumir a Secretaria Estadual de Saúde. Caso aceite o desafio, o primeiro suplente, Rafael Fera (Podemos), deverá permanecer na Câmara Federal, em Brasília.

Cotados

O debate pela eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) já começou. O PL, com sete deputados estaduais, tem entre os nomes cotados Jean Mendonça, Nim Barroso, Delegado Lucas Torres, Luizinho Goebel e Alan Queiroz.

Mirando

O deputado estadual Luizinho Goebel (PL) não demonstra interesse em presidir a ALERO. Seu objetivo seria uma indicação para a próxima vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO), mirando novos espaços.

Perfil

O delegado Lucas Torres (PL) desponta como nome cotado para comandar a SESDEC. Sereno, inteligente e com perfil conciliador, reuniria atributos capazes de facilitar o diálogo institucional e auxiliar o governador eleito Marcos Rogério (PL) na área da segurança pública.

Suplente

A eventual ida de Lucas Torres para a SESDEC abriria espaço na Assembleia Legislativa para o primeiro suplente Ninho Testoni (PL). Ele e o pai, o prefeito Alex Testoni (União), de Ouro Preto do Oeste, foram aliados de primeira hora de Marcos Rogério na disputa pelo governo.

Confiança

Entre os nomes do PL, Alan Queiroz (PL) é quem reúne maior experiência na presidência de uma Casa Legislativa. Ele comandou a Câmara Municipal de Porto Velho (CMPV) e, como líder do governo na ALERO, conquistou confiança entre os colegas.

Peso

O arco de alianças do governador eleito Marcos Rogério (PL) também garantiu três cadeiras na ALERO: Luiz do Hospital (Novo), Dr. Gilber (Novo) e Paulo Moraes Júnior (Podemos). Os três passam a ter peso nas articulações da futura Mesa.

Citado

Nos bastidores, cogita-se que Luiz do Hospital (Novo) pretende presidir a Comissão de Saúde, enquanto Dr. Gilber (Novo) mira a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Paulo Moraes Júnior (Podemos) também é citado para a Presidência da ALERO.

Aderiu

Na reta final da eleição, o ex-presidente da ALERO, deputado Marcelo Cruz (Avante), aderiu à candidatura de Marcos Rogério (PL). Já Laércio Torres (Avante), estreante na política, estava com Rogério por influência do prefeito Flori Cordeiro (Podemos) de Vilhena.

Lembrado

Marcelo Cruz (Avante) é lembrado por colegas e servidores como um dos melhores presidentes da ALERO. Com a confiança dos deputados e o reconhecimento dos servidores, seu nome pode voltar à mesa de negociações pela presidência da Casa de Leis.

Conquistar

Diante desse cenário, o bloco governista chega a 12 deputados e precisa conquistar mais três ou quatro nomes para formar maioria e definir a composição da Mesa Diretora. Entre os cotados está o atual presidente, Alex Redano (Republicanos) para renovar o mandato de presidente da ALERO.

Surgem

Fora do bloco governista, PSD tem três deputados; PRD, três; PT, dois; Republicanos, dois; e PP, dois. Nos bastidores, surgem os nomes de Laerte Gomes, Cássio Gois, Ismael Crispim e Alex Redano para comandar a ALERO.

Sério

Falando sério, O novo mapa partidário no Senado também impõe uma distinção importante: tamanho de bancada não é sinônimo automático de alinhamento político. Para aprovar propostas de emenda à Constituição, são necessários 49 votos favoráveis no Senado, em dois turnos de votação. Portanto, qualquer projeto de reforma constitucional dependerá de negociações que ultrapassem as fronteiras partidárias.

Política COLUNA FALANDO SÉRIO

Fonte/Créditos: Por Herbert Lins Publicada em 13/10/2026 às 08h17

Comentários

Autor da postagem
Elinaldo Bispo • 13/10/2026 09:59
Senado

A partir de 1º de fevereiro de 2027, o Senado Federal terá nova composição partidária, definida pelas urnas de 2026 e pelos mandatos vigentes. O resultado aponta para uma Casa Alta de Leis mais conservadora, com maior influência da direita.
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