
Milhões de espanhóis tomaram as ruas de Madri, Barcelona, Bilbao e Sevilha. Fogos de artifício iluminaram o céu ibérico. “Bicampeões!”, gritava a torcida, ecoando o hino da Roja. O técnico De la Fuente, que assumiu após o ciclo de Luis Enrique, chorou no pódio ao receber a taça das mãos de Gianni Infantino. Lamine Yamal foi eleito o melhor jovem do torneio, enquanto Rodri, pilar do meio-campo, recebeu o Bola de Ouro.
Reinando campeã da Euro 2024, a Espanha de Luis de la Fuente chegou à decisão após campanha sólida, eliminando a França nas semifinais por 2 a 0. Do outro lado, a Argentina de Lionel Messi, atual detentora do título de 2022, superou a Inglaterra por 2 a 1 na semi e sonhava com o tri. O duelo entre as duas potências reuniu estrelas de gerações distintas: de um lado, o veterano Messi; do outro, o prodígio Yamal, de apenas 19, vinte anos a menos.
Os 90 minutos foram de estudo mútuo e poucas chances claras. A posse de bola ficou equilibrada, com a Espanha controlando melhor o meio-campo graças à precisão de Rodri e Pedri. Messi, aos 39 anos, ainda exibiu lampejos de genialidade, mas encontrou pela frente uma defesa espanhola implacável, comandada por Laporte e o capitão Álvaro Morata. Yamal, veloz pela direita, criou as melhores oportunidades rojiblancas, mas Emiliano Martínez operou milagres no gol argentino.
O 0 a 0 persistiu e a decisão foi para a prorrogação.No tempo extra, o desgaste apareceu. Aos 112 minutos, veio o lance decisivo: contra-ataque rápido, Yamal disparou pela ala e cruzou rasteiro. Ferran Torres, que entrara no segundo tempo, apareceu livre na segunda trave e empurrou para o fundo das redes. Explodiram as celebrações espanholas. Torres, herói inesperado, correu para o banco gritando “¡Campeones!”. A Argentina pressionou nos minutos finais, mas Iñaki Williams e Unai Simón garantiram a inviolabilidade.
Jogo violento
O jogo terminou com 14 cartões amarelos, refletindo a intensidade sul-americana versus o controle europeu. Messi, visivelmente emocionado, disputou sua última Copa do Mundo e deixou o gramado aplaudido de pé por ambos os lados. Para a Espanha, o título representa a consolidação de um projeto iniciado em 2008: posse de bola, pressão alta e talento coletivo.
A Copa de 2026, primeira com 48 seleções e sediada em três países (EUA, Canadá e México), superou expectativas de público e audiência. A final foi vista por mais de um bilhão de pessoas. A Espanha, que perdeu a abertura em 2010 mas levantou a taça, repetiu o roteiro de superação. Com este título, iguala seleções como França e Uruguai no hall de bicampeãs.
Ferran Torres, o artilheiro discreto, entra no panteão ao lado de Iniesta. “Sonhei com este momento desde criança”, declarou o atacante do Barcelona após o apito final. A Argentina sai de cabeça erguida, mas a era Messi chega ao ocaso. Para a Roja, começa uma nova dinastia.
O futebol, mais uma vez, coroou a equipe que melhor soube jogar como um time. Na noite quente de Nova Jersey, a Espanha brilhou e eternizou-se como campeã do mundo pela segunda vez. ¡España, campeona!
Fonte/Créditos: Diário do Poder
