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Eleições 2026

Realizado na sede do Singaro, em Porto Velho, com mediação do jornalista Marcelo Reis, o debate reuniu os seis candidatos ao Governo. Logo no primeiro bloco, ao tratar da saúde, Marcos Rogério defendeu uma mudança na forma de conduzir o Estado, assumindo, como governador, a responsabilidade pela execução das políticas públicas.
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“Eu queria dizer que as pessoas que me acompanham há muito tempo me conhecem como senador da República, trabalhando de fora para dentro, de terno e gravata. Agora o jogo é outro, é trabalhar de dentro para fora, como governador”, disse ao explicar o motivo pelo qual quer ser governador.
Saúde mais perto das pessoas
Na saúde, Marcos Rogério apontou a descentralização como prioridade. O candidato defendeu levar especialistas e exames para mais perto da população do interior, reduzindo a necessidade de deslocamentos até Porto Velho. Entre as ferramentas apresentadas estão a telemedicina e o telematriciamento, além do fortalecimento da atenção especializada.
“A gente tem que descentralizar, fazer o atendimento chegar perto das pessoas. Custa mais barato, tira as pessoas do sofrimento e funciona”, afirmou.
O candidato também defendeu a construção de um novo hospital de urgência em Porto Velho e de um hospital de trauma no interior, além de uma atuação mais direta do governo para reduzir filas e garantir atendimento.
Infraestrutura para conectar Rondônia
Na infraestrutura, Marcos Rogério associou conectividade e desenvolvimento. Segundo ele, Rondônia precisa voltar a pavimentar rodovias estaduais, recuperar estradas e construir ligações capazes de aproximar municípios, distritos e regiões produtoras.
“O que deve puxar o desenvolvimento, melhorar a qualidade de vida da população, de quem trabalha, de quem produz, é asfalto, é conexão”, disse.
Entre as obras citadas estão a pavimentação da RO-101, ligando Porto Velho a União Bandeirantes; da RO-458, entre Alto Paraíso e Triunfo; e da RO-420, no Vale do Jamari. Marcos Rogério também defendeu a retomada da Rodovia do Boi como alternativa para reduzir a dependência da BR-364.
Produção e logística
Ao tratar do escoamento da produção, Marcos Rogério destacou que o avanço da soja mudou o perfil de utilização das rodovias de Rondônia. Com cargas circulando também durante o período chuvoso, defendeu estradas melhores, pontes de concreto, bueiros adequados e mais pavimentação.
“O Estado precisa voltar a pavimentar, voltar a construir asfalto”, reforçou.
Segundo o candidato, Rondônia possui entre seis e sete mil quilômetros de rodovias estaduais, mas apenas cerca de 1,5 mil quilômetros são asfaltados. Para ele, melhorar essa estrutura significa reduzir o custo logístico, garantir segurança no escoamento e transformar a força do setor produtivo em desenvolvimento.
Competitividade, emprego e impostos
No campo econômico, Marcos Rogério criticou os impactos da reforma tributária sobre estados que utilizam incentivos fiscais para gerar competitividade. Ele defendeu medidas para proteger empregos e investimentos, argumentando que compensações financeiras não substituem postos de trabalho eventualmente perdidos.
O candidato também rejeitou o aumento de impostos como alternativa para elevar a arrecadação. “Essa é a receita errada, é a receita do atraso”, afirmou. Para Marcos Rogério, infraestrutura, produção e crescimento econômico devem ampliar a capacidade de desenvolvimento e geração de receita do Estado.
Capacidade de fazer acontecer
Marcos Rogério também relacionou os problemas enfrentados por Rondônia à falta de planejamento e capacidade de execução. Ao citar a evolução do orçamento estadual, sustentou que o desafio está nas escolhas e na capacidade de transformar dinheiro público em obras e serviços.
Nas considerações finais, retomou a própria história. Nascido em uma linha rural do município de Ji-Paraná, lembrou que ainda criança ouvia falar do potencial de Rondônia e de um futuro de prosperidade que, segundo ele, ainda precisa se concretizar.
“Eu não quero que outra criança continue ouvindo aquela promessa que eu ouvia há 40 anos e que até hoje a gente não viu acontecer. Nós temos que fazer acontecer”, declarou.
Marcos Rogério encerrou defendendo união e capacidade de execução para fazer o Estado avançar. “Só tem um caminho pra gente sair dessa situação. É parar com a divisão, é parar com as brigas, com as intrigas, é unindo um time, é unindo propósitos pra fazer aquilo que o estado precisa, pra caminhar pra frente, pra ser destravado”, concluiu.
Fonte/Créditos: Por Assessoria
