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Editorial

EDITORIAL - Quaest: Fúria despreza aliado com 46% de aprovação, estagna em 21% e vê Marcos Rogério liderar todos os cenários de 2º turno em que é testado

Desaprovação do governador cai de 34% para 31%; Hildon oscila de 10% para 9%, enquanto candidato do PL amplia vantagem e lidera os três cenários de segundo turno em que é testado

EDITORIAL -  Quaest: Fúria despreza aliado com 46% de aprovação, estagna em 21% e vê Marcos Rogério liderar todos os cenários de 2º turno em que é testado
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EDITORIAL 

Entre agosto e setembro, o tabuleiro mudou. Mas não mudou para quem protagonizou o rompimento.
Entre agosto e setembro, o tabuleiro mudou. Mas não mudou para quem protagonizou o rompimento.

PORTO VELHO, RO - A nova rodada da Quaest colocou em números uma situação política que já vinha sendo construída fora das pesquisas. De um lado está o governador Coronel Marcos Rocha, presidente estadual do PSD, com 46% de aprovação, números mantidos de um cotejamento para o outro. De outro, Adailton Fúria, candidato ao Governo do Estado pelo mesmo partido, que tornou público o afastamento entre os dois e permanece com exatamente os mesmos 21% registrados em agosto.

O contraste se torna ainda mais relevante porque a posição política de Rocha melhorou em outro indicador da própria Quaest. Quando os entrevistados foram questionados se o governador merece ser reeleito ou eleger um sucessor, as respostas positivas passaram de 38% para 46%. As negativas caíram de 45% para 39%. Ou seja, enquanto Fúria explicita que perdeu o apoio do governador, cresce o contingente de entrevistados que responde positivamente à pergunta que relaciona Rocha à continuidade política de seu grupo.

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Foi o próprio Fúria quem levou o afastamento para o centro da campanha. Durante sabatina na SIC TV, afirmou ter perdido o apoio do governador e disse que Rocha estaria apoiando outro candidato da Capital. A declaração ganhou peso adicional por partir do candidato do PSD contra o presidente estadual do PSD, justamente quando a eleição entra em sua fase decisiva.

Fúria não citou Hildon Chaves nominalmente naquele trecho da sabatina. Nos bastidores políticos, entretanto, o ex-prefeito de Porto Velho passou a ser apontado como o nome da Capital de quem Rocha estaria se aproximando. O movimento colocou três personagens sob a mesma lente: Fúria tentando caminhar sem o apoio que afirma ter perdido, Rocha no centro do rearranjo e Hildon surgindo, nos bastidores, como possível beneficiário dessa nova composição.

A Quaest seguinte não trouxe crescimento para nenhum dos dois candidatos diretamente envolvidos nessa rearrumação. Fúria tinha 21% em agosto e continua com 21%. Ou seja, o que ele achava que ganharia se afastando do seu principal fiador caiu por terra. E Hildon tinha 10% e aparece agora com 9%: se a intenção era torná-lo herdeiro dessa capital polítco, também houve falha. Além disso o método "tiozao", de sucessivas autoexplicações e vitimismo não combinou com o perfil de gestor voraz que o trouxe até aqui. Certamente o novo perfil, praticamente irreconhecível, trouxe estranhamento a quem habituou-se a vê-lo "destruindo" adversários em debates. 

Já o movimento expressivo aconteceu em outra direção. Justamente a favor de quem não fez movimentos bruscos e buscou o feijão com arroz eletivo até aqui: Marcos Rogério saiu de 24% para 37%, avanço de 13 pontos percentuais.

A diferença é especialmente significativa porque a primeira rodada da Quaest mostrava uma disputa muito mais apertada. Marcos Rogério tinha 24%, contra 21% de Fúria. Eram apenas três pontos de distância. Na nova pesquisa, Fúria continua exatamente no mesmo patamar, enquanto Marcos Rogério chega a 37%. A distância nominal passa a 16 pontos.

É esse movimento que torna politicamente delicada a escolha de Fúria de escancarar o rompimento. O candidato não apenas deixou de apresentar crescimento entre as duas rodadas como viu o principal nome à sua frente abrir uma vantagem que praticamente não existia na pesquisa anterior. A candidatura que estava a três pontos do primeiro colocado agora aparece 16 pontos atrás.

A campanha de Fúria já vinha atravessando mudanças internas, inclusive com ruptura na área de marketing. A perda pública do apoio de Marcos Rocha acrescentou outro componente a uma candidatura que passou a projetar cada vez mais autonomia em relação aos grupos que ajudaram a compor seu entorno político. Até aqui, porém, essa autonomia não apareceu convertida em crescimento na Quaest. Pelo contrário: o que si insculpiou à realidade foi, de fato, paralisia. 

E o dado sobre Rocha torna esse afastamento mais relevante. Não se trata de um governador chegando à reta final com rejeição majoritária ou aprovação residual. Rocha mantém 46% de aprovação, contra 31% de desaprovação. A desaprovação, inclusive, era de 34% na pesquisa anterior. Ao mesmo tempo, o percentual de respostas positivas à pergunta sobre ele merecer ser reeleito ou eleger um sucessor subiu oito pontos, de 38% para 46%.

A conta política, portanto, ficou mais difícil para Fúria. Ele tornou público que perdeu justamente o apoio de um governador que conserva aprovação superior à desaprovação e que apresentou melhora no indicador relacionado à continuidade política de sua gestão. Na rodada seguinte da pesquisa, Fúria não ganhou um ponto sequer: ficou nos mesmos 21%.

Hildon também não transformou o novo ambiente político em avanço na Quaest. O candidato do União Brasil vinha adotando uma comunicação mais pessoal, incorporando às entrevistas a figura do “tiozão” e procurando apresentar ao eleitor uma imagem diferente daquela associada ao perfil essencialmente administrativo construído ao longo de sua trajetória recente. como já dito. A estratégia ganhou repercussão nas redes, mas, na comparação entre as duas rodadas da Quaest, Hildon passou de 10% para 9%.

Isso produz uma situação curiosa. Fúria perdeu o apoio declarado de Rocha e não avançou. Hildon passou a ser associado nos bastidores ao novo movimento político do governador e também não avançou. Enquanto essa reorganização ocupava parte relevante do debate eleitoral, Marcos Rogério foi quem efetivamente alterou sua posição numérica na pesquisa, acrescentando 13 pontos ao resultado anterior.

Expedito Netto também perdeu espaço no intervalo entre os dois levantamentos, passando de 10% para 6%. Samuel Costa foi de 2% para 1%, enquanto Pedro Abib permaneceu com 1%. Os indecisos diminuíram de 22% para 19%, e o grupo que declarava voto branco, nulo ou intenção de não votar passou de 10% para 6%.

A maior definição do eleitorado torna esse cenário ainda mais importante para as campanhas. Em agosto, 57% dos entrevistados afirmavam que a escolha para governador era definitiva. Agora são 65%. O percentual dos que admitem mudar de candidato caiu de 42% para 35%.
Marcos Rogério também ampliou suas diferenças nas três simulações de segundo turno em que foi incluído. Contra Fúria, aparecia em agosto com 40%, diante de 29% do adversário. Agora são 45% para Marcos Rogério e 27% para Fúria. A distância, que era de 11 pontos, chega a 18.

O mesmo acontece diante de Hildon. A simulação anterior mostrava Marcos Rogério com 47% e o ex-prefeito de Porto Velho com 20%. Na rodada atual, Marcos aparece com 50% e Hildon com 17%. A diferença nominal passa de 27 para 33 pontos.

Contra Expedito Netto, Marcos Rogério tinha 49%, enquanto o candidato do PT registrava 23%. Agora aparecem 53% e 14%, respectivamente. Nos três confrontos em que seu nome está presente, Marcos Rogério amplia o percentual registrado na rodada anterior ao mesmo tempo em que os adversários testados apresentam números menores.

A comparação com Fúria talvez seja a mais relevante politicamente porque, na primeira Quaest, os dois estavam separados por apenas três pontos no primeiro turno. Um mês depois, Marcos Rogério avançou 13 pontos, enquanto Fúria não saiu dos 21%. No segundo turno entre ambos, Marcos passou de 40% para 45% e Fúria recuou de 29% para 27%.

A fotografia produzida pela Quaest, assim, é desconfortável para a estratégia adotada pelo candidato do PSD. A ruptura com Marcos Rocha foi exposta ao eleitorado, mas não veio acompanhada de crescimento. O governador que deixou de apoiá-lo permanece com 46% de aprovação. O candidato apontado nos bastidores como beneficiário da aproximação também não avançou. E quem realmente mudou de patamar foi Marcos Rogério.

Isso ajuda a explicar por que o rompimento entre Fúria e Rocha não pode ser tratado apenas como uma divergência partidária. Ele ocorreu no momento em que o candidato precisava ampliar sua base eleitoral e encurtar a distância para a liderança. A pesquisa seguinte mostra o oposto: Fúria permanece no mesmo lugar e a distância aumenta de três para 16 pontos.

Rocha, por sua vez, atravessa esse rearranjo mantendo o mesmo índice de aprovação de agosto, reduzindo a desaprovação de 34% para 31% e vendo crescer de 38% para 46% o percentual daqueles que respondem positivamente quando questionados se merece ser reeleito ou eleger um sucessor.

A campanha chega, portanto, à reta final com uma inversão difícil de ignorar. Fúria decidiu caminhar sem o apoio do presidente estadual de seu próprio partido e não avançou na Quaest. Hildon aparece no centro das especulações sobre uma aproximação com Rocha, mas passa de 10% para 9%. Marcos Rogério, que está fora dessa disputa interna do PSD, salta de 24% para 37% e amplia sua vantagem também nas simulações de segundo turno.

Entre agosto e setembro, o tabuleiro mudou. Mas não mudou para quem protagonizou o rompimento.

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ESTE EDITORIAL CITOU AS SEGUINTES PESQUISAS QUAEST
Quaest – setembro de 2026: levantamento realizado entre 20 e 23 de setembro de 2026, com 804 eleitores de Rondônia de 16 anos ou mais. Margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Pesquisa contratada pela Rede Amazônica e registrada na Justiça Eleitoral sob os números RO-08556/2026 e BR-06511/2026.

Quaest – agosto de 2026: levantamento realizado entre 21 e 24 de agosto de 2026, com 804 eleitores de Rondônia de 16 anos ou mais. Margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. Pesquisa contratada pela Rede Amazônica e registrada na Justiça Eleitoral sob os números RO-05711/2026 e BR-00490/2026.
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Política EDITORIAL As informações são do site Rondônia Dinâmica.

Texto originalmente publicado em https://www.rondoniadinamica.com/noticias/2026/09/quaest-furia-despreza-aliado-com-46-de-aprovacao-estagna-em-21-e-ve-marcos-rogerio-liderar-todos-os-cenarios-de-2-turno-em-que-e-testado,255081.shtml. 

Fonte/Créditos: Por Redação | Rondônia Dinâmica Publicada em 26/09/2026 às 09h29

Comentários

Autor da postagem
Elinaldo Bispo • 26/09/2026 13:33
Desaprovação do governador cai de 34% para 31%; Hildon oscila de 10% para 9%, enquanto candidato do PL amplia vantagem e lidera os três cenários de segundo turno em que é testado
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