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PORTO VELHO, RO - O tempo das explicações confortáveis está terminando. Quando as urnas forem abertas em 2026, os deputados estaduais eleitos quatro anos antes não poderão alegar falta de oportunidade, escassez de instrumentos ou ausência de espaço político. Cada integrante da composição original da 11ª Legislatura recebeu estrutura parlamentar, orçamento, assessoria, tribuna, poder de fiscalização, participação em comissões e capacidade de interferir em decisões que alcançam todo o estado. O julgamento que se aproxima, portanto, não deveria se limitar à pergunta simplista sobre quem trabalhou. A questão mais exigente é saber quem transformou essas condições em um mandato reconhecível, coerente e capaz de apresentar resultados que ultrapassem fotografias, solenidades, publicações nas redes sociais e prestações de contas produzidas pelos próprios gabinetes.
A atual Assembleia Legislativa conseguiu construir uma identidade. Não foi uma legislatura definida por um único grande tema, mas por uma combinação de agendas que refletiram as tensões de Rondônia: segurança pública e proteção das escolas, saúde e assistência social, regularização fundiária, zoneamento, produção agropecuária, infraestrutura, direitos das pessoas com deficiência, defesa de categorias profissionais e modernização da própria instituição. O conflito em torno da Estação Ecológica Soldado da Borracha ofereceu o debate territorial mais intenso do período. A preocupação com ataques a estabelecimentos de ensino impulsionou uma série de propostas sobre segurança escolar. A saúde apareceu de maneira fragmentada, porém recorrente, em projetos relacionados a câncer, Parkinson, endometriose, obesidade, diabetes, saúde mental, canabidiol, deficiência permanente e proteção de adolescentes vulneráveis.
Essa diversidade impede uma avaliação baseada apenas na contagem de projetos. Um deputado pode apresentar dezenas de proposições sem produzir uma marca compreensível para o eleitor. Outro pode protocolar menos textos, mas exercer influência relevante como relator, presidente de comissão, articulador de maioria, fiscalizador ou representante de uma categoria. Há ainda os mandatos construídos sobre emendas, atendimento municipal e presença regional. Essas atividades são legítimas, mas não são equivalentes. Um recurso destinado não comprova, isoladamente, qualidade legislativa; da mesma forma, um projeto protocolado não se transforma automaticamente em política pública. O eleitor terá de separar anúncio, tramitação, aprovação, execução e resultado.
A própria condução da Casa oferece o primeiro campo de comparação. Marcelo Cruz comandou o biênio 2023–2024 com uma presidência predominantemente administrativa. A implantação do Sistema Eletrônico de Informação, a posse de servidores efetivos, a sabatina do advogado-geral, a revisão anual do quadro funcional, a criação de cargos voltados ao segundo concurso público e a regulamentação do trabalho remoto formaram um conjunto de medidas internas que deu à sua gestão uma identidade objetiva. A expansão da Escola do Legislativo e iniciativas de abertura institucional reforçaram esse perfil. Não se tratou de uma presidência reconhecida principalmente por grandes enfrentamentos programáticos, mas por preparar estruturas, organizar procedimentos e administrar uma maioria ampla.
O funcionamento desse primeiro biênio, contudo, não pode ser atribuído exclusivamente a Marcelo Cruz. A Mesa Diretora eleita em fevereiro de 2023 tinha Jean Oliveira na primeira vice-presidência, Ribeiro do Sinpol na segunda, Cirone Deiró na primeira secretaria, Jean Mendonça na segunda, Nim Barroso na terceira e Alex Redano na quarta. A estabilidade política e administrativa daquele período dependeu da sustentação coletiva desses integrantes, cada qual combinando a função institucional com a própria agenda parlamentar. Jean Oliveira levou para a Mesa a experiência acumulada em sucessivos mandatos; Ribeiro representava uma base ligada à Polícia Civil e ao sindicalismo; Cirone já desenvolvia atuação relacionada à inclusão e aos direitos do consumidor; Jean Mendonça mantinha presença no interior e interlocução com categorias; Nim iniciava seu primeiro mandato estadual com origem política em Ji-Paraná; e Redano, que viria a presidir o biênio seguinte, participou da engrenagem administrativa como secretário.
O principal episódio que relativiza a estabilidade do primeiro biênio foi a eleição antecipada da Mesa seguinte, realizada no próprio dia da posse da legislatura e posteriormente anulada. Em novembro de 2024, a Assembleia precisou refazer o processo para adequá-lo ao entendimento sobre a contemporaneidade das eleições internas. A decisão revisada não apaga a modernização administrativa conduzida naquele período, mas integra necessariamente o balanço institucional. Uma Casa Legislativa não deve ser avaliada apenas pela eficiência com que administra seus próprios interesses; também precisa demonstrar segurança regimental e capacidade de corrigir decisões quando os parâmetros jurídicos e institucionais exigem mudança.
A eleição refeita levou Alex Redano à presidência com 21 votos. A segunda Mesa, empossada em fevereiro de 2025, reuniu Laerte Gomes na primeira vice-presidência, Rosângela Donadon na segunda, Alan Queiroz na primeira secretaria, Cássio Gois na segunda, Edevaldo Neves na terceira e Marcelo Cruz na quarta. A composição juntou experiência, representação regional, mandatos iniciantes, ligação com categorias profissionais e continuidade administrativa. Marcelo deixou a presidência, mas permaneceu na direção da Casa; Laerte acrescentou o peso de um parlamentar experiente e articulador; Rosângela levou a representação do Cone Sul; Alan, Cássio e Edevaldo passaram a dividir responsabilidades administrativas com suas agendas de saúde, segurança, agricultura e sistema prisional.
O estilo de Redano se diferenciou pela exteriorização da Assembleia. Sessões e ações itinerantes, participação institucional na Rondônia Rural Show, reorganização das comissões e aproximação com municípios e setores produtivos deram ao segundo biênio uma presença pública mais territorial. O concurso preparado na etapa anterior avançou para a contratação da banca, publicação do edital com 200 vagas imediatas e homologação definitiva em julho de 2026. A continuidade entre as duas presidências aparece justamente nesse processo: Marcelo Cruz preparou administrativamente a estrutura; Alex Redano conduziu sua execução e conclusão. Tentar entregar todo o mérito a um só presidente significaria ignorar a natureza progressiva e colegiada de uma decisão dessa dimensão.
A presidência de Redano ficou ainda mais associada aos debates fundiários, ambientais e produtivos. Sua defesa dos moradores do Soldado da Borracha, construída antes mesmo desta legislatura, encontrou na presidência uma plataforma institucional mais ampla. A Casa recebeu reuniões entre governo e produtores e deu andamento ao texto de transição aprovado após meses de tensão. Redano participou também da formulação do programa de regularização ambiental diferenciada para a área do Umirizal, além de se posicionar contra parecer relacionado a projeto do Executivo que previa R$ 10 milhões para diárias e ampliação da fiscalização da Sedam. O parecer foi rejeitado em plenário, expondo uma Assembleia capaz de sustentar divergência concreta diante do governo.
A votação da Lei Orçamentária de 2026 também revelou um plenário menos uniforme. Delegado Camargo, Cláudia de Jesus e Dra. Taíssa se abstiveram, manifestando discordâncias sobre prioridades para áreas como segurança e saúde. Não se tratou de uma ruptura da maioria, mas de uma zona de dissenso visível. Isso pode representar amadurecimento institucional: estabilidade não precisa significar unanimidade permanente. Uma Assembleia que aprova tudo sem conflito pode ser eficiente, mas também corre o risco de ocultar diferenças que deveriam ser apresentadas à sociedade. Ao mesmo tempo, o reconhecimento nacional alcançado pelo CCJ Cidadã demonstrou que a projeção externa da Casa não se restringiu a eventos ou deslocamentos; houve iniciativa institucional de atendimento ao cidadão capaz de receber premiação.
As duas presidências, portanto, deixaram marcas diferentes e complementares. Marcelo Cruz ficou mais associado à organização interna, à modernização administrativa e à preparação estrutural. Alex Redano se vinculou à projeção territorial, à mediação de conflitos fundiários e produtivos e à conclusão do concurso. O primeiro biênio funcionou com maior silêncio interno e predomínio de consensos; o segundo tornou mais visíveis divergências sobre orçamento, meio ambiente, fiscalização e ocupação territorial. A pergunta eleitoral não é qual deles foi o melhor presidente. É se cada um conseguirá demonstrar que o poder institucional ocupado gerou benefícios duradouros para a Assembleia e para a sociedade, e não apenas influência interna.
Entre os demais integrantes, a coerência temática aparece como um dos critérios mais seguros de avaliação. Alguns parlamentares transformaram a experiência profissional anterior em uma linha de mandato facilmente identificável. Luís do Hospital levou para a Assembleia a trajetória de gestão hospitalar e assumiu a presidência da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social. Sua atuação inclui a coautoria, com Redano, do projeto sobre proteção de adolescentes vulneráveis e acesso ao Implanon, a política de prevenção à automutilação e ao suicídio, o selo voltado à contratação de mulheres vítimas de violência e a proposta de política contra obesidade e diabetes com oferta do Mounjaro. Também participou dos debates sobre o PCCR da saúde e sobre modelos de compra ou terceirização de hospitais. Seu desafio eleitoral será mostrar até que ponto a clareza temática se converteu em mudanças percebidas por quem depende do sistema público.
Cláudia de Jesus construiu outra vertente da agenda social. A prevenção à violência contra a mulher nos currículos escolares, a isenção de taxa em concursos públicos para vítimas de violência doméstica, a progressão horizontal de servidores da Sesau cedidos e as ações relacionadas ao feminicídio e à proteção de órfãos formam uma linha relativamente integrada. Sua posição contrária ao veto do Executivo ao projeto do Implanon e a abstenção na LOA acrescentaram manifestações de independência a um mandato que poderia ser avaliado apenas pelo viés temático. Ao assumir a presidência da Comissão de Agropecuária, a vice-presidência da Saúde e uma cadeira na Educação, ampliou sua atuação para além da agenda tradicionalmente identificada com a esquerda e com os direitos das mulheres.
Dra. Taíssa Sousa levou para o Parlamento a experiência profissional na saúde e a representação da região de fronteira. A divulgação dos contatos das unidades de saúde, a segurança no ambiente universitário, a defesa do transporte aeromédico, a fixação de data para o Duelo na Fronteira e a bolsa voltada a catadores mostram um mandato de temas variados, mas conectado a serviços públicos, Guajará-Mirim e Nova Mamoré. Sua presença em diversas comissões — presidindo Habitação, ocupando vice-presidências em Meio Ambiente e na comissão da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, além de integrar CCJ, Saúde e Transportes — ampliou sua exposição institucional. A defesa da criação de novos municípios, o voto favorável à solução para o Soldado da Borracha e a abstenção na LOA colocaram-na em debates com potencial de ultrapassar sua base regional.
Alan Queiroz reuniu saúde, educação, segurança escolar e atendimento municipal. A política de fornecimento de medicamentos à base de canabidiol, a notificação de fissura labiopalatina, o policiamento próximo às escolas, a educação antidrogas, as campanhas de valorização do professor e a internet via satélite em viaturas e órgãos públicos rurais dão amplitude ao mandato. A atuação pelo Refaz ICMS e a destinação de recursos a escolas, oncologia, agricultura familiar e associações revelam também um perfil de articulação orçamentária. Como primeiro secretário da segunda Mesa, passou a responder por parte da administração da Casa. A quantidade de frentes pode demonstrar capilaridade, mas exige uma narrativa que permita ao eleitor compreender qual delas constitui a identidade central do mandato.
Na proteção social e na inclusão, Cirone Deiró apresentou uma das especializações mais claras. As medidas destinadas a facilitar a compra de veículos por pessoas com deficiência, o combate ao preconceito contra pessoas com nanismo e a Semana de Lazer, Cultural e Esportiva da Pessoa com Deficiência estabelecem uma coerência que se projeta sobre a presidência da Comissão de Defesa do Consumidor. Seu trabalho não se destacou por grandes embates individualizados, mas pela continuidade de uma agenda de acessibilidade, inclusão e tributação associada às pessoas com deficiência. Em eleições proporcionais, causas bem delimitadas podem produzir identificação; ainda assim, caberá ao mandato demonstrar o alcance efetivo das medidas aprovadas.
Ismael Crispin também transitou pela agenda da deficiência ao participar, com Cláudia de Jesus, da legislação que confere validade indeterminada a laudos médicos de deficiências permanentes. Sua atuação, entretanto, é mais ampla e atravessa a cadeia produtiva do leite, o cadastro de sucatas e ferros-velhos, a regularização ambiental e o zoneamento. A presidência da Comissão de Meio Ambiente, combinada à participação em CCJ, Finanças, Educação e Fiscalização, posicionou-o no centro da difícil conciliação entre produção e sustentabilidade. A retirada de um projeto da pauta em 2023, depois de críticas e diálogo com a sociedade, não precisa ser interpretada apenas como recuo. Pode ser lida como responsividade, desde que a mudança de entendimento tenha sido acompanhada de disposição real para corrigir o texto.
Ezequiel Neiva ocupou posição semelhante no debate entre produção, regularização fundiária e proteção ambiental. A presidência da Comissão de Finanças, a relatoria da LDO de 2026 e a participação no zoneamento deram ao deputado um papel técnico e político em decisões que organizam o orçamento e o território estadual. O projeto que equipara determinadas más-formações congênitas à deficiência física, a cobrança pela implementação da CNH sem custos para pessoas de baixa renda e a destinação de recursos para infraestrutura e agricultura familiar ampliam o campo de atuação. Sua experiência acumulada e sua proximidade com questões orçamentárias são ativos políticos, mas experiência, sozinha, não encerra o debate sobre permanência.
Ieda Chaves também encontrou nas áreas de educação e finanças um caminho para transformar formação profissional em atuação parlamentar. A presidência da Comissão de Educação, a vice-presidência de Finanças, o parecer com emendas ao orçamento e a articulação com o Tribunal de Contas em torno de creches e gestão escolar reforçaram esse perfil. A lei voltada à proteção de animais domésticos acrescentou uma agenda de alcance social. O registro de mais de 100 matérias legislativas no primeiro ano e de mais de R$ 10 milhões em emendas indica atividade, mas não permite, isoladamente, concluir sobre qualidade. O valor eleitoral desse volume dependerá da capacidade de demonstrar coerência, execução e impacto.
Gislaine Lebrinha alcançou especialização relativamente rápida na proteção da infância, inclusão escolar e família. A ampliação do transporte escolar compartilhado para alunos da Apae e a conscientização sobre pornografia infantil produzida por deepfake ligam problemas tradicionais a riscos digitais recentes. A presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, somada às participações em Habitação, Educação, Indústria e Direitos Humanos, conferiu-lhe espaço institucional. Os debates sobre aborto realizados no âmbito da comissão que preside também a inseriram em uma agenda de forte sensibilidade política. A parlamentar terá de demonstrar se a ocupação desses espaços produziu políticas reconhecíveis para além da visibilidade proporcionada pelos cargos.
Rosângela Donadon manteve um conjunto de pautas mais estável, com segurança escolar, atenção às pessoas com Parkinson, combate à febre maculosa e bem-estar animal. O Programa Criança Segura aproximou seu mandato da reação parlamentar aos episódios de violência em instituições de ensino. A segunda vice-presidência da Mesa e a atuação na área de direitos humanos ampliaram sua responsabilidade institucional, enquanto a base histórica no Cone Sul preservou um componente regional importante. A continuidade de um mandato experiente poderá ser julgada tanto pela capilaridade territorial quanto pela capacidade de transformar esses projetos setoriais em referência concreta para o eleitor.
Cássio Gois também ganhou projeção com a segurança escolar. O projeto que tornou obrigatória a instalação de portas giratórias e detectores de metais nas escolas estaduais foi aprovado por unanimidade em 2023, no contexto de preocupação nacional com ataques a instituições de ensino. A criação do Dia Estadual da Mulher do Agronegócio e a proposta de política para café em cápsulas aproximaram o mandato da economia de Cacoal e do setor produtivo. Como segundo secretário da Mesa, passou a dividir a administração da Assembleia. Sua identidade combina segurança, cidadania e agronegócio; o desafio será mostrar que essas áreas formam uma atuação integrada, e não apenas uma sequência de respostas a temas de repercussão.
Jean Oliveira participou do mesmo debate ao defender policiamento nas escolas, mas sua atuação foi moldada sobretudo pela experiência parlamentar, pela valorização dos servidores e pela destinação de recursos. O reconhecimento das pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência, a defesa da aplicação da legislação federal relacionada a quinquênios e sexta-parte e os investimentos direcionados a café clonal, estradas e educação mostram a combinação entre legislação social e presença no interior. Como primeiro vice-presidente da Mesa no biênio inicial, integrou o núcleo responsável pela estabilidade administrativa de Marcelo Cruz. No segundo período, passou a atuar em Finanças, Saúde, Agropecuária e Meio Ambiente. A experiência acumulada oferece capacidade de articulação, mas também eleva a exigência por uma prestação de contas mais robusta.
Laerte Gomes ocupa outra posição de experiência e articulação. Eleito em 2022 com a maior votação para a Assembleia, apresentou ou sustentou pautas tributárias e de saúde, como a proposta de isenção de IPVA para veículos de até 170 cilindradas e transporte por aplicativo, a inclusão da Rondônia Rural Show Internacional no calendário oficial e a legislação que assegura direitos a pacientes com câncer, inclusive a possibilidade de escolha do local de tratamento quando houver vaga. A primeira vice-presidência da Mesa de Alex Redano reforçou sua centralidade interna. A força eleitoral anterior, entretanto, não substitui a avaliação do mandato atual. A pergunta de 2026 será se a capacidade de articulação e a presença institucional continuaram produzindo resultados proporcionais ao capital político recebido.
Luizinho Goebel construiu um mandato mais associado a infraestrutura, relatorias e funcionamento das comissões. A presidência de Transportes e Obras Públicas, as vice-presidências de Fiscalização e Educação e a participação em CCJ, Finanças, Agropecuária e Meio Ambiente colocaram-no em espaços pelos quais passam matérias centrais do Executivo e do desenvolvimento regional. A indicação para o envio do Refaz 2025, as relatorias sobre créditos orçamentários e o envolvimento nos debates de zoneamento e rodovias traduzem uma atuação menos baseada em projetos de grande apelo social e mais ligada à engrenagem legislativa. O reconhecimento desse tipo de trabalho depende de comunicação: relatar, negociar e ajustar projetos pode ser decisivo, mas costuma ser menos visível do que anunciar uma nova lei.
Jean Mendonça reúne funções internas, cobrança de categorias e capilaridade de recursos. A eleição unânime para corregedor parlamentar acrescentou responsabilidade sobre ética, transparência e decoro. Ao mesmo tempo, manteve a cobrança pelo PCCR dos servidores e policiais penais, propôs o selo Água Sustentável e defendeu maior incentivo a expositores da Rondônia Rural Show. A destinação de micro-ônibus para pacientes, apoio a turismo escolar e mudas de café para agricultores familiares reforça sua ligação com Pimenta Bueno e municípios do interior. O mandato tem elementos suficientes para uma identidade reconhecível, mas precisará separar com clareza aquilo que foi cobrado, indicado, destinado e efetivamente concretizado.
Nim Barroso levou para a Assembleia uma agenda próxima dos problemas cotidianos do cidadão. A transformação do futevôlei em patrimônio cultural e imaterial, a proposta para impedir o corte de energia por supostas irregularidades em medidores sem procedimento regular e a possibilidade de regularização do IPVA durante abordagem policial conectam esporte, defesa do consumidor e dificuldades práticas enfrentadas por proprietários de veículos. A presidência da Comissão de Esporte, Turismo e Lazer consolidou uma área institucional própria. O perfil popular e a base em Ji-Paraná oferecem uma narrativa eleitoral compreensível; a avaliação deverá medir se a identificação com questões imediatas foi acompanhada de resultados legislativos consistentes.
O grupo ligado profissionalmente à segurança pública constitui um dos blocos mais nítidos da legislatura, embora seus integrantes não atuem de forma idêntica. Delegado Lucas Torres assumiu a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, função que exige análise jurídica e controle formal das proposições. A mudança nas regras de corte de energia, a inclusão da Delegacia de Crimes contra o Consumidor no Condecon, a defesa da regularização fundiária e a valorização da Polícia Civil mostram um mandato jurídico-procedimental. A projeção do CCJ Cidadã, reconhecido nacionalmente, oferece uma marca institucional que ultrapassa a atuação individual, mas que também se relaciona à condução da comissão. Seu desafio será traduzir ao eleitor a importância de um trabalho técnico que nem sempre produz manchetes.
Delegado Camargo escolheu uma atuação de maior exposição pública, combinando segurança, tributação, fiscalização e temas morais. A compensação de pedágio no IPVA, o Dia Livre de Impostos, o debate sobre a gestão municipal da água e o projeto relacionado a bloqueadores hormonais e procedimentos de afirmação de gênero em menores colocaram-no em controvérsias políticas de alta visibilidade. Como presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, vice da Defesa do Consumidor e membro de CCJ, Transportes, Direitos Humanos e Segurança, ampliou sua capacidade de interferência. No Soldado da Borracha, defendeu o cancelamento do decreto originário e participou da construção do texto de transição. O mandato tem identidade forte; o julgamento será sobre a consistência entre o discurso fiscalizador, a produção legislativa e os resultados alcançados.
Ribeiro do Sinpol manteve uma linha mais concentrada na segurança pública, valorização policial e proteção de públicos vulneráveis. A Carteira Azul, destinada a facilitar a comunicação entre agentes de segurança e condutores autistas, o Código Estadual de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes e o Desenrola IPVA aproximaram segurança, direitos humanos e cidadania. Como relator de projetos que destinaram mais de R$ 90 milhões às forças de segurança, exerceu uma função orçamentária relevante. A presidência da Comissão de Direitos Humanos e as participações em Segurança, Esporte e Indústria reforçaram uma atuação que procura ligar a origem sindical à agenda institucional. O eleitor terá de avaliar se essa especialização representou apenas categorias organizadas ou se produziu benefícios públicos mais amplos.
Edevaldo Neves construiu talvez a identidade profissional mais concentrada do grupo. Policial penal de carreira, direcionou o mandato à aposentadoria especial, à jornada de trabalho, à valorização dos servidores da Sejus e da Polícia Penal e à destinação de recursos para equipamentos e estruturas de segurança. A terceira secretaria da segunda Mesa e a participação nas comissões de Fiscalização, Segurança e Indústria ampliaram sua atuação interna. A coerência entre biografia e pauta é evidente. A questão eleitoral será saber se a representação firme de uma categoria conseguiu dialogar com as necessidades gerais da segurança pública e do sistema prisional.
Affonso Cândido fez uma passagem mais curta pela legislatura, encerrada após sua eleição para a Prefeitura de Ji-Paraná e a renúncia ao mandato no fim de 2024. Nos dois primeiros anos, concentrou proposições em proteção da infância, civismo, segurança rural e ambiente de negócios. O combate à pedofilia, a cartilha de prevenção a crimes sexuais na internet, a prioridade à apuração de abusos contra crianças, o momento cívico nas escolas, o incentivo ao primeiro voto, o licenciamento provisório de empresas e as propostas da Decrural e do Batalhão de Polícia Militar Rural deram direção à sua atuação. Sua trajetória precisa ser analisada dentro do período efetivamente exercido, sem atribuir-lhe funções ou responsabilidades da segunda metade da legislatura.
A saída de Affonso abriu espaço, em 2 de janeiro de 2025, para o retorno de Eyder Brasil, primeiro suplente do PL e parlamentar que já havia exercido mandato entre 2019 e 2022. A substituição teve natureza definitiva, o que impede tratá-lo como ocupante episódico da cadeira: Eyder passou a responder pela vaga durante toda a segunda metade da legislatura e, com isso, também chega a 2026 submetido a uma prestação de contas própria. A presidência da Comissão de Segurança Pública recolocou no centro de sua atuação a formação militar e a defesa das forças de segurança. Em 2026, apresentou projeto para prever gratificação indenizatória a servidores da segurança que intervenham em situações de risco durante períodos de folga e promoveu, em Porto Velho, a segunda edição do Congresso Internacional de Segurança de Fronteiras, voltado ao debate sobre integração institucional e combate aos crimes transfronteiriços. A retrospectiva institucional de 2025 atribuiu ao mandato ainda ações do projeto Cidadania no Bairro, destinação de emendas para saúde e escolas, aprovação da Política Estadual de Educação Inclusiva e iniciativas de proteção às mulheres. O período mais curto recomenda proporcionalidade na comparação com quem exerceu os quatro anos, mas não elimina a cobrança: depois de assumir definitivamente a vaga, Eyder teve tempo, estrutura e função estratégica suficientes para mostrar se o retorno produziu identidade própria e resultados capazes de justificar nova permanência.
Na agenda territorial, Pedro Fernandes foi um dos parlamentares mais diretamente associados ao conflito do Soldado da Borracha. O PLC original apresentado em 2025 e sua evolução até o regime de transição aprovado em 2026 se somaram à relatoria da CPI das reservas ambientais, à defesa da lei sobre a moratória da soja e à proposta de reorganização do Fitha. O mandato, entretanto, não se limitou à questão fundiária: a legislação sobre endometriose, a prevenção do câncer de próstata e a transformação do Face a Face em política de combate à violência doméstica formam uma frente social relevante. Como presidente da Comissão de Indústria, Comércio, Ciência e Tecnologia, aproximou base territorial, produção e desenvolvimento. A polarização fundiária ampliou sua visibilidade; a avaliação democrática deverá distinguir defesa política, solução legislativa e resultado efetivo para as famílias envolvidas.
Alex Redano, Pedro Fernandes, Ezequiel Neiva, Ismael Crispin e Delegado Camargo não atuaram de maneira idêntica no Soldado da Borracha, mas encontraram nesse episódio um teste para a capacidade da Assembleia de mediar conflitos entre ocupação humana, produção, regularização e proteção ambiental. Luizinho Goebel participou da discussão de zoneamento e infraestrutura, enquanto Cláudia de Jesus assumiu a presidência da Comissão de Agropecuária. Dra. Taíssa votou favoravelmente ao texto de transição. O resultado legislativo não elimina as divergências nem permite concluir que todos os problemas foram solucionados. Demonstra, contudo, que o debate territorial deixou de ser periférico e se tornou uma das marcas coletivas da legislatura.
A produção ligada à agricultura também apareceu por caminhos menos conflituosos. Cássio Gois aproximou o mandato da cadeia do café e da mulher do agronegócio; Jean Mendonça direcionou mudas de café à agricultura familiar; Jean Oliveira destinou recursos ao café clonal; Alan Queiroz apoiou associações rurais; Ezequiel Neiva concentrou investimentos em infraestrutura e produção; Laerte Gomes trabalhou pela institucionalização da Rondônia Rural Show; Ismael Crispin atuou na proteção da cadeia do leite; Ieda Chaves levou o debate orçamentário à educação rural e infantil; e Pedro Fernandes vinculou indústria, comércio e território. Essa dispersão confirma que o agro não pertenceu a um único grupo. O eleitor deverá verificar quem apresentou soluções permanentes e quem se limitou à presença em feiras, reuniões e anúncios.
A legislatura também registrou iniciativas que resistem à organização em blocos tradicionais. A defesa do consumidor apareceu em Cirone Deiró, Delegado Lucas, Delegado Camargo, Nim Barroso e Luizinho Goebel. A proteção animal foi abordada por Ieda Chaves e Rosângela Donadon. A infância reuniu Gislaine Lebrinha, Affonso Cândido, Ribeiro do Sinpol, Cláudia de Jesus e Rosângela. A deficiência conectou Cirone, Ismael, Cláudia, Ezequiel e Jean Oliveira. Essas interseções são relevantes porque mostram que a identidade parlamentar nem sempre coincide com partido, profissão ou região. Algumas causas atravessaram a Casa e produziram composições temáticas que não dependiam da divisão convencional entre governo e oposição.
Essa característica ajuda a explicar a relativa estabilidade interna. A Assembleia operou durante boa parte do período com maiorias amplas, votações unânimes e forte capacidade de composição. Há vantagens nisso: projetos avançam, decisões administrativas são executadas e disputas improdutivas podem ser evitadas. Mas a falta de conflito visível também dificulta a avaliação pública. Quando quase todos votam juntos e as divergências raramente aparecem, o eleitor perde instrumentos para distinguir posições. As abstenções na LOA, o debate sobre os recursos da Sedam, o recuo de Ismael Crispin diante da reação social, a cobrança de Jean Mendonça pelo PCCR, a agenda tributária de Delegado Camargo, a pressão de Luís do Hospital pela saúde e o confronto territorial do Soldado da Borracha foram momentos em que diferenças se tornaram mais compreensíveis.
O balanço coletivo não deve ser confundido com uma homenagem aos 24 eleitos. Houve produção legislativa, modernização interna, participação em comissões, destinação de recursos, defesa de categorias e articulação municipal. Também houve espaços em que a Assembleia poderia ter comunicado melhor suas escolhas, tornado divergências mais transparentes e demonstrado com maior precisão a distância entre projeto anunciado e política executada. A visibilidade crescente da instituição não substitui a necessidade de prestação de contas individual. Presidentes, secretários, vice-presidentes e líderes de comissão não podem transformar o funcionamento coletivo da Casa em patrimônio eleitoral exclusivamente pessoal.
Da mesma forma, os parlamentares concentrados em emendas terão de enfrentar uma pergunta inevitável: quanto dos recursos anunciados chegou ao destino e que transformação produziu? Alan Queiroz, Jean Mendonça, Jean Oliveira, Ezequiel Neiva, Ieda Chaves, Edevaldo Neves e outros aparecem associados a investimentos, equipamentos ou apoio municipal. A descentralização de recursos é uma função importante, especialmente em um estado de grandes distâncias e municípios com limitações financeiras. Mas a emenda não pode ser apresentada como certificado automático de excelência. Ela precisa ser avaliada pela necessidade atendida, pela execução e pela relação com uma política mais ampla.
Também não existe garantia de que a renovação, por si só, represente melhora. Os 13 novatos eleitos em 2022 chegaram com promessa implícita de novos estilos e pautas; os 11 reeleitos carregavam experiência e redes políticas consolidadas. Quase quatro anos depois, o eleitor dispõe de elementos para avaliar ambos os grupos. Os estreantes podem ser cobrados pela identidade que conseguiram construir. Os veteranos devem explicar o que acrescentaram aos mandatos anteriores. Nem juventude política é sinônimo de inovação, nem experiência é prova suficiente de indispensabilidade.
A eleição proporcional acrescentará fatores que não cabem integralmente em um balanço parlamentar. Estruturas partidárias, alianças, nominatas, presença municipal, comunicação, identidade regional e ligação com categorias podem alterar destinos independentemente da qualidade objetiva da atuação legislativa. Laerte Gomes, Rosângela Donadon, Jean Mendonça, Jean Oliveira, Luizinho Goebel, Ezequiel Neiva e Ismael Crispin carregam bases e experiências consolidadas. Dra. Taíssa, Pedro Fernandes, Nim Barroso, Cássio Gois, Gislaine Lebrinha e outros estreantes buscaram converter regiões, profissões ou causas em capital político. Os integrantes das Mesas e presidentes de comissão ganharam exposição institucional. Nada disso permite prever o resultado; apenas mostra que o desempenho legislativo será julgado ao lado de outras forças. Eyder Brasil chega a esse julgamento em situação particular: não integrou a lista dos eleitos de 2022, mas assumiu definitivamente a cadeira em 2025 e terá de convencer o eleitor de que o período exercido como titular deve ser convertido em um mandato conquistado diretamente nas urnas.
A própria ideia de permanência, contudo, não será igual para todos. Nem todos os integrantes da legislatura chegarão a 2026 pedindo simplesmente a renovação do mandato estadual. Cirone Deiró aceitou integrar, como pré-candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, atualmente no União Brasil, enquanto Delegado Rodrigo Camargo foi anunciado como pré-candidato a vice na composição encabeçada pelo senador Marcos Rogério, do PL. Ainda no campo das pré-candidaturas, essas escolhas deslocam o teste eleitoral dos dois deputados: em vez de medir apenas a capacidade de preservar uma cadeira, as urnas poderão avaliar se o capital construído na Assembleia, a presença regional, a identificação com determinadas pautas e a rede de alianças de cada um têm força suficiente para ampliar o alcance dos candidatos a governador de seus respectivos grupos.
A candidatura a vice não retira o mandato parlamentar da avaliação; ao contrário, amplia a escala do exame. Cirone será testado pela capacidade de levar ao projeto de Hildon a capilaridade no interior, a experiência administrativa e a identidade construída em temas como inclusão e defesa do consumidor. Camargo será medido pelo potencial de agregar ao projeto de Marcos Rogério sua base no Vale do Jamari, a projeção conquistada em segurança pública, fiscalização e debates de forte repercussão. O desempenho das chapas não poderá ser atribuído mecanicamente aos candidatos a vice, mas funcionará como termômetro do peso político que esses parlamentares conseguiram acumular para além dos limites de suas próprias cadeiras. Em uma eleição majoritária, a pergunta deixa de ser apenas se o deputado consegue voltar à Assembleia e passa a incluir se sua figura legislativa é capaz de ajudar um grupo a alcançar o comando do Executivo.
Quem construiu razões para permanecer? Há respostas parciais espalhadas pela legislatura: na modernização administrativa de Marcelo Cruz; na mediação territorial e conclusão do concurso sob Alex Redano; na saúde como eixo de Luís do Hospital; na educação e finanças de Ieda Chaves; na fiscalização de Delegado Camargo; na condução jurídica de Delegado Lucas; na segurança e direitos humanos de Ribeiro do Sinpol; na Polícia Penal representada por Edevaldo Neves; na inclusão defendida por Cirone Deiró; nas pautas sociais de Cláudia de Jesus; na fronteira representada por Dra. Taíssa; na infância trabalhada por Gislaine Lebrinha; na articulação de Laerte Gomes; na infraestrutura e relatorias de Luizinho Goebel; na atuação orçamentária de Ezequiel Neiva; na conciliação ambiental e produtiva de Ismael Crispin; na presença regional e institucional de Jean Mendonça e Jean Oliveira; nas agendas de Alan Queiroz, Cássio Gois, Nim Barroso e Rosângela Donadon; na atuação territorial de Pedro Fernandes; e na passagem de Affonso Cândido antes de assumir outro mandato eletivo. A cadeira deixada por Affonso também passou a produzir uma trajetória própria sob Eyder Brasil, cuja atuação desde 2025 combinou a presidência da Comissão de Segurança Pública, pautas de valorização das forças policiais, debate sobre segurança de fronteira e iniciativas sociais apresentadas pelo mandato.
Esses elementos não formam um ranking, nem autorizam a entrega antecipada de certificados de aprovação. Cada nome possui argumentos que poderá apresentar e perguntas que ainda precisará responder. Alguns terão de demonstrar impacto para além da produção numérica. Outros precisarão tornar visível o trabalho técnico exercido longe da tribuna. Há quem dependa de comprovar a execução de recursos, quem precise mostrar resultados de projetos sociais e quem será cobrado pelas consequências de posições assumidas em temas ambientais, tributários, morais ou orçamentários. Ocupantes da Mesa terão de separar o mérito individual das decisões coletivas. Presidentes de comissão deverão revelar o que fizeram com o poder de organizar debates e controlar tramitações.
Ao final, a pergunta não será quantas fotografias foram publicadas, quantas reuniões foram registradas ou quantas vezes cada deputado apareceu ao lado de prefeitos, secretários e lideranças. O julgamento mais justo deverá considerar coerência, representação, independência, capacidade de composição, relevância dos temas enfrentados e resultados demonstráveis. A atual legislatura teve tempo suficiente para produzir respostas. Em 2026, os partidos organizarão suas chapas, os gabinetes defenderão seus balanços e a Assembleia preservará sua institucionalidade. Nenhum deles, porém, terá a palavra definitiva. Caberá ao eleitor decidir quais trajetórias merecem continuar, quais mandatos ainda não explicaram a própria existência e quais das 24 cadeiras deverão receber novos ocupantes.
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EDITORIAL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA ALERO ALE DEPUTADOS ESTADUAIS ELEIÇÕES 2026 ELEIÇÕES EM RONDÔNIA As informações são do site Rondônia Dinâmica.
Texto originalmente publicado em https://www.rondoniadinamica.com/noticias/2026/07/a-assembleia-de-rondonia-diante-do-espelho-o-que-os-24-da-casa-de-leis-terao-de-provar-nas-urnas-em-2026,248508.shtml.
Fonte/Créditos: Por Redação | Rondônia Dinâmica Publicada em 04/07/2026 às 09h21

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