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Direito e Justiça - Em nova decisão sobre Lulinha, Mendonça manda forte "recado" a Moraes e Dino

Na decisão, Mendonça destacou que peritos e investigadores da PF têm o dever de preservar as informações sigilosas às quais têm acesso.

Direito e Justiça - Em nova decisão sobre Lulinha, Mendonça manda forte
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Ao determinar que a Polícia Federal investigue o vazamento de informações sigilosas relacionadas aos inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou um forte e claro recado seus colegas da Corte Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Moraes e Dino vêm sendo alvo de críticas relacionadas à quebra do sigilo da fonte de um jornalista responsável por reportagens envolvendo o ministro maranhense. No entendimento apresentado por Mendonça, entretanto, a responsabilidade pela proteção de informações submetidas a sigilo deve recair sobre aqueles que têm acesso direto ao material, e não sobre profissionais de imprensa que eventualmente recebam os dados.

 

Na decisão, Mendonça destacou que peritos e investigadores da PF têm o dever de preservar as informações sigilosas às quais têm acesso. O ministro ressaltou que jornalistas, quando obtêm essas informações de maneira indireta, estão amparados pelo exercício legítimo da profissão.

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“O procedimento apuratório acima referido parte de hipótese investigativa centrada na eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas”, afirmou.

A manifestação ocorre em meio à controvérsia envolvendo uma decisão de Moraes contra uma pessoa apontada como fonte de um jornalista que publicou reportagens sobre Dino. Em 11 de agosto, Moraes determinou uma operação de busca e apreensão contra Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão, identificado na decisão como fonte do jornalista Luís Pablo.

A medida não foi o primeiro episódio envolvendo o profissional. Em março, Luís Pablo também foi alvo de uma busca e apreensão depois de publicar reportagens que questionavam o uso de veículos oficiais por Dino e seus familiares no Maranhão.

Segundo a investigação, a questão analisada pelas autoridades não estaria relacionada diretamente à publicação das reportagens, mas à maneira pela qual teriam sido obtidas informações sobre deslocamentos e veículos utilizados pelo ministro. Moraes apontou suspeitas de perseguição e de monitoramento ilegal da segurança de Dino.

O caso passou a envolver ainda uma apuração sobre uma possível atuação de integrantes do governo Carlos Brandão para perseguir o ministro e tentar encobrir um assassinato ocorrido em 2023.

As reportagens assinadas por Luís Pablo levantaram questionamentos sobre a utilização de uma caminhonete blindada pertencente ao TJ-MA durante deslocamentos de Dino e de familiares dele em São Luís. Conforme informações reunidas na investigação e em reportagens sobre o episódio, o veículo faz parte de uma frota destinada à segurança institucional do Judiciário.

A assessoria de Dino e o TJ-MA negam que tenha ocorrido uso irregular do automóvel.

Fonte/Créditos: Por Jornal da Cidade Online 21/08/2026 às 16:32 Direito e Justiça Ler na área do assinante

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