COLUNA FALANDO SÉRIO

O raio-X do TCE-RO que a eleição não pode ignorar.
CARO LEITOR, o Tribunal de Contas de Rondônia (TCE/RO) colocou os seis candidatos ao Governo diante de um espelho que a propaganda eleitoral costuma esconder: a realidade das contas públicas do estado de Rondônia. Ao apresentar um diagnóstico técnico sobre finanças, serviços essenciais e desafios do Estado, o TCE-RO fez mais que entregar números; ofereceu aos candidatos uma bússola para separar promessas possíveis de discursos fantasiosos. A iniciativa merece ser valorizada porque democracia também se faz com informação qualificada. O próximo governador receberá um Estado com demandas crescentes e orçamento limitado. Portanto, não bastará anunciar hospitais, estradas, segurança ou reajustes. Será preciso dizer de onde virá o dinheiro, quais prioridades serão escolhidas e o que poderá ser feito sem comprometer o futuro. O raio-X está na mesa. Agora, cabe aos candidatos provar quem tem plano para tratar o paciente e quem prefere apenas maquiar os sintomas na propaganda eleitoral e nos debates.
Desafiador
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O TCE-RO alertou os candidatos ao Governo sobre a situação fiscal de Rondônia. Segundo o presidente Wilber Coimbra, 2027 será “extremamente desafiador”, exigindo propostas realistas diante das limitações orçamentárias do Estado.
Diagnóstico
O relatório, baseado em documentos oficiais do Governo, aponta um quadro financeiro “extremamente preocupante”. O diagnóstico busca orientar os candidatos sobre os limites fiscais que encontrarão a partir de 2027 e evitar promessas incompatíveis com a realidade.
Decisões
Além das contas públicas, o estudo expõe gargalos estruturais em educação, infraestrutura e segurança. Para o presidente do TCE-RO, Wilber Coimbra, o próximo governo terá de enfrentar reformas urgentes na gestão pública e tomar decisões difíceis diante de um cenário que cobra planejamento.
Saúde
A saúde de Rondônia segue em cenário caótico, sem sinais de melhora. Enquanto faltam estrutura, atendimento e soluções, a troca de ambulâncias por ônibus por alguns deputados estaduais teria virado símbolo de uma gestão que parece transportar o problema para Porto Velho, em vez de resolvê-lo em escala local.
Educação
Os indicadores negativos da educação em Rondônia exigem reação. Enquanto o desempenho preocupa, contratos milionários da pasta levantam dúvidas sobre o destino dos recursos. Se houver irregularidades comprovadas, os responsáveis devem responder na Justiça.
Segurança
A segurança pública de Rondônia opera no limite, com déficit de efetivo na PM, Polícia Civil, Polícia Penal e Bombeiros Militar. A PM, há 12 anos sem concurso, simboliza o abandono. O próximo governo terá de recompor quadros e recuperar a estrutura.
DER
O sucateamento do DER-RO será outro abacaxi para o próximo governador. Reorganizar o pátio de máquinas, reestruturar o órgão e ampliar as residências oficiais será essencial para levar manutenção viária a regiões ainda desassistidas do Estado.
Desmonta
O candidato a governador Marcos Rogério (PL) saiu do encontro com o TCE-RO diante de um diagnóstico que desmonta discursos fáceis: Rondônia precisa de gestão, planejamento e responsabilidade fiscal. O desafio será transformar o raio-X das contas em propostas viáveis.
Estratégia
O candidato a governador Adailton Fúria (PSD) mantém silêncio diante dos números preocupantes do TCE-RO, enquanto seu padrinho político, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD), também não aparece para defender a gestão. Na crise, o silêncio virou estratégia.
Exige
O candidato Samuel Costa (PSB) resumiu o diagnóstico do TCE-RO com um alerta: Rondônia precisa encarar suas contas públicas sem maquiagem. Para ele, o raio-X expõe problemas que exigem planejamento, responsabilidade fiscal e gestão eficiente.
Enfrentar
Expedito Netto (PT) não deixou passar o diagnóstico do TCE-RO sobre as contas públicas. O candidato aproveitou o raio-X para reforçar o discurso de que Rondônia precisa superar a maquiagem fiscal, enfrentar gargalos e priorizar serviços essenciais.
Discurso
Neófito na política, o candidato Pedro Abib (MDB) ganhou uma prova de fogo com o diagnóstico do TCE-RO. O documento expôs as fragilidades das contas públicas e deixou claro: para governar Rondônia, discurso não basta; é preciso preparo.
Pior
O candidato a governador Hildon Chaves (União) endureceu o discurso após conhecer o raio-X do TCE-RO e afirmou que a crise financeira de Rondônia é “muito pior” do que se imaginava. Para ele, o rombo de centenas de milhões não tem precedente no Estado.
Responsabilizou
Hildon Chaves (União) também responsabilizou a atual gestão e citou dívidas e problemas em áreas essenciais. O alerta coloca 2027 no centro da disputa: quem vencer terá de administrar um Estado com graves desafios e pouco espaço para promessas fáceis.
Currículo
Hildon Chaves (União) chega à disputa com o currículo de quem recebeu Porto Velho em cenário de terra arrasada e devolveu a capital aos trilhos do equilíbrio fiscal, com obras retomadas e entregues, além de avanços em educação, saúde, agricultura, área social, iluminação pública, mobilidade e limpeza urbana.
Amplia
A candidatura de Mariana Carvalho (Republicanos) ao Senado amplia seu raio de apoio, com adesões de empresários, comerciantes, líderes religiosos, políticos, comunitários e representantes do agronegócio, sinalizando capilaridade crescente por conta do seu recall eleitoral.
Recall
Em colunas anteriores, já apontávamos que Mariana Carvalho (Republicanos) poderia surpreender nas urnas pelo recall de duas eleições majoritárias. Em 2022, disputou o Senado e terminou em segundo lugar, com 263.559 votos.
Ironicamente
Na disputa atual, o desempenho pífio de Jaime Bagattoli (PL) no Senado será lembrado pelo eleitor de direita. Em 2022, venceu Mariana Carvalho (Republicanos) por cerca de 30 mil votos. Agora, ironicamente, pode virar seu principal cabo eleitoral por não entregar nada a Rondônia.
Mirou
Falando em direita, Bruno Bolsonaro Scheid (PL), ao lado de Damares Alves (Republicanos), mirou uma dor do campo: a insegurança fundiária. Defendeu um Instituto de Terras de Rondônia para acelerar títulos. Produtor quer documento, não falácia.
Sobrenome
O MPE de Rondônia pediu à Justiça Eleitoral que impeça Bruno Scheidt (PL) de usar “Bruno Bolsonaro Scheidt” na urna. A Procuradoria entende que o sobrenome pode induzir o eleitor a supor parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
Indeferimento
Para o MPE, a estratégia pode configurar desinformação e violar a igualdade entre candidatos. Caso Bruno Bolsonaro Scheid (PL) insista no nome, a Procuradoria pede o indeferimento do registro de candidatura se ele não regularizar a situação no prazo fixado pela Justiça.
Procuração
Bruno Bolsonaro Scheid (PL) tem procuração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) autorizando o uso do sobrenome. O argumento ganha força ao lembrar que o MPE não impugnou o nome eleitoral de Tadeu Redano nas eleições de 2024.
Gurgacz
Vale a pena assistir ao RD Entrevista, com Vinicius Canova e o ex-senador Acir Gurgacz (PDT). A conversa ajuda a entender o cenário político de Rondônia, as articulações para 2026 e os planos de quem conhece os bastidores do Estado.
Presença
O deputado estadual Marcelo Cruz (Avante) amplia sua presença no Cone Sul com investimentos em Vilhena, Colorado do Oeste, Corumbiara e Chupinguaia. Saúde, infraestrutura, agricultura e modernização estão no foco, fortalecendo sua candidatura à reeleição.
Alertava
O prefeito Léo Moraes (Podemos) enfrenta o desafio de manter os indicadores econômicos e sociais herdados da gestão do ex-prefeito Hildon Chaves (União). A coluna já alertava: governo de pão e circo pode render plateia e aplausos, mas não garante gestão eficiente.
Percorreu
O candidato a deputado federal, vereador Pastor Evanildo (PSD), percorreu o Vale do Guaporé, passando por Costa Marques, São Domingos e Seringueiras. A agenda reuniu lideranças políticas, religiosas e comunitárias, ampliando sua presença e ouvindo demandas que podem pautar sua campanha.
Capilaridade
A estratégia do Pastor Evanildo (PSD) é simples: trocar gabinete por estrada e discurso por roda de conversa. Ao visitar comunidades e lideranças do interior, busca construir uma candidatura com capilaridade e transformar demandas locais em bandeiras para defender em Brasília.
Sério
Falando sério, diante do raio-X pouco animador do TCE-RO, fica a pergunta: qual candidato a governador terá coragem de desfilar promessas mirabolantes? Com as contas expostas, vender ilusões ao eleitor será mais difícil e cobrar coerência, inevitável.
Fonte/Créditos: Por Herbert Lins

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