
Cláudio Humberto

A investigação do Banco Master terá o desafio de identificar parceiros ou “amigos de vida” que usavam cartões de crédito ilimitados em nome de Daniel Vorcaro e expedidos pelo seu próprio banco. A suspeita é que entre 2019 e 2025 foram “distribuídos” mais de R$104 milhões a agentes públicos por meio de 80 a 90 cartões de crédito de Vorcaro que recebiam para gastar à vontade. Rastrear compras de investigados, como carrões. pode ser um começo, observa o deputado Evair de Melo (PP-ES).
Cartões ‘na faixa’
Eles usavam cartões e senhas do banqueiro e podiam gastar como quisessem, como no aluguel de jatinhos, jantares e viagens de luxo.
CPMI quis investigar
Os gastos de Vorcaro em cartões chamaram a atenção da CPMI do INSS, lembra Evair, mas a maioria governista barrou a investigação.
Mensagens trocadas
Suspeitos negam que Vorcaro tenha pagado seus cartões. Verdade: ele pagou boletos em seu nome, mas os gastos foram feitos pelos “amigos”.
Vazou, entregou
Conversa vazada de Vorcaro com Léo Serrano, seu operador financeiro, trata do pagamento de cartões com Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo.

Delação de Vorcaro patina enquanto ex-BRB avança
A transferência de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), ao presídio da Papudinha (DF) indica que avança a negociação do acordo de delação premiada. Ao mesmo tempo, surgem dúvidas em torno da delação do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, cujo acordo parece patinar. O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça já avisou que não será aceita proposta incompleta de colaboração, sem novidades relevantes.
Transferência é sinal
Vorcaro está preso há dois meses na Superintendência da PF, em Brasília, para facilitar a elaboração do seu acordo de colaboração.
Patinando
Antes da entrega da proposta de delação, a PF chegou a pedir ao relator do caso Master, André Mendonça, que Vorcaro voltasse à Papuda.
Sob análise
Vorcaro entregou proposta de delação esta semana, que está sob análise da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.
Poder sem Pudor
O código de Nabuco
Feito embaixador em Bruxelas, nos anos 60, o ex-deputado Cirilo Júnior achava que o esperavam apenas os prazeres da vida, mas logo percebeu que havia deveres, quase sempre chatíssimos. Um assistente contou que um antigo embaixador, Maurício Nabuco, batia três vezes sobre a perna quando queria encerrar uma audiência maçante. Ao receber diretores da Vasp, Cirilo imitou Nabuco, mas os interlocutores nem percebiam o “código”. Impaciente, ele foi aumentando a força das pancadas até que se viu esmurrando a própria perna e gritando “Nabuco! Nabuco!” Os visitantes foram embora, assustados, e o embaixador comemorou com o assistente: “Esse Nabuco é formidável!”
Conta 2026
Segundo o Impostômetro da Associação Comercia de São Paulo (ACSP), a partir deste domingo (10), o governo já tomou mais de R$1,5 trilhão dos pagadores de impostos, o maior valor da História no período.
Às moscas
Vai ter trabalho aquele que resolver acionar o Conselho de Ética do Senado contra Ciro Nogueira (PP-PI), enrolado com o Banco Master. O órgão não funciona desde 9 de julho de 2024.
Carrapato petista
O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) vê semelhança entre carrapatos e petistas. Diz que ambos ficam só “sugando”, disseminando doenças e que não têm cérebro.
Esquema conhecido
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG) não foi surpreendido com a PF batendo na casa de parlamentar na 5ª fase da Complice Zero. Disse que o colegiado já tinha mostrado a rede de falcatrua que atuava nos bastidores de Brasília.
Frase do dia
“Prometeu picanha, mas entregou inflação, dívida e mercado mais caro”
Senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, sobre as ‘falsas narrativas’ de Lula
Pode esquecer
Alessandro Vieira (MDB-SE) diz que não vê possibilidade de punição a Ciro Nogueira (PP-PI) no conselho de Ética. O senador diz que o órgão opera sob “compadrio” e em esquema de “proteção mútua”, lamenta.
Bolso vazio, saco cheio
Carol de Toni (PL-SC) criticou Fernando Haddad, o “Taxadd”, pela fala sobre “não gostar de quem não paga imposto desde criancinha”. Para ela, o brasileiro cansou de “sustentar um Estado cada vez mais caro”.
Tudo a ver
Lula correlacionou a entrega a Trump da lista de “autoridades brasileiras” que continuam proibidas de entrar nos EUA à aprovação da Dosimetria: “quem sabe o Trump reconheça a necessidade de liberar os vistos...”. Agora a Dosimetria está nas mãos de Alexandre de Moraes, no STF.
Exemplo não falta
Eduardo Bolsonaro criticou a preocupação de Lula em proteger “seus anjinhos traficantes”, indo até os EUA tentar convencer Trump a não os classificá-los como terroristas: “Se copiar Bukele a segurança melhoraria”
Pensando bem...
... no STF, sorteios não envolvem muita sorte.
Fonte/Créditos: Cláudio Humberto PODER, POLÍTICA E BASTIDORES Com Tiago Vasconcelos e Rodrigo Vilela
Créditos (Imagem de capa): (Foto: Divulgação/Banco Master). 10/05/2026 0:01 | Atualizado 10/05/2026 0:03

