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A maciez da carne e a eficiência alimentar do gado são temas centrais para quem deseja lucratividade e qualidade na pecuária de corte. Assista ao vídeo abaixo e confira detalhes sobre esses dois aspectos para a melhoria da carne bovina brasileira.
Em entrevista ao Giro do Boi, o pesquisador Roberto Sainz — brasileiro, professor da Universidade da Califórnia e fundador da Aval Serviços Tecnológicos — detalhou como a ciência por trás dessas características está mudando os rumos da seleção e do confinamento no Brasil.
“O segredo da carne macia está em abater animais jovens”, afirma Sainz.
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Segundo ele, o Brasil avançou muito nesse ponto, reduzindo a idade de abate de até quatro anos para menos de dois anos.
Isso se reflete diretamente na experiência do consumidor e na conquista de novos mercados. Além disso, o especialista destacou que existe variação genética mesmo dentro da raça Nelore:
“Tivemos animais puros Nelore que deram qualidade igual ou superior a meio-sangue Angus”.
Como a genética e a nutrição influenciam no rendimento

Para o pesquisador, o rendimento de carcaça é altamente impactado por características como área de olho de lombo e espessura de gordura, medidas que podem ser estimadas com precisão pela ultrassonografia de carcaça.
“Se dois animais pesam 600 kg, aquele com mais musculosidade vai render mais carcaça, isso é dinheiro no bolso”, enfatizou.
Na nutrição, a eficiência alimentar é um divisor de águas. Sainz explica que os animais mais eficientes são os que gastam menos energia para se manter e, por isso, aproveitam melhor a ração.
“A exigência de mantença é herdável e pode ser selecionada geneticamente”, afirmou.
Segundo ele, a Aval já tem dados de mais de 6 mil animais avaliados em seu centro de eficiência alimentar no Rancho da Matinha, que completará sua 50ª edição em breve.
Fonte/Créditos: Fábio Moitinho 13/06/2025 10:20
