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Quinta-feira, 10 de Setembro 2026
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Política

Última cartada - Correios anunciam plano de reestruturação que expõe o desespero da estatal

Projeto da empresa é aumentar seu já colossal endividamento em R$ 20 bilhões

Última cartada - Correios anunciam plano de reestruturação que expõe o desespero da estatal
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Redação

Após 12 trimestres seguidos de prejuízo, a estatal admitiu que só sobrevive aumentando em R$ 20 bilhões seu já colossal endividamento, hoje estimado em mais de R$15 bilhões. A proposta, aprovada nesta quarta-feira (19) pelo Conselho de Administração e pela nova gestão indicada pelo governo, tem como meta oficial “recuperação financeira, consolidação do modelo e crescimento estratégico”, mas, nos bastidores, é tratada como a última cartada antes da privatização ou do colapso total.

Internamente, a situação é ainda mais grave: mais de 70% dos 80 mil funcionários ativos têm ações trabalhistas contra a empresa. Só em passivos judiciais, os Correios já carregam quase R$30 bilhões em condenações e acordos.

Para tentar estancar a sangria, o plano prevê:

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Leia Também:

  • Novo PDV, mesmo após o programa de 2021 ter adesão pífia e custado R$1 bilhão sem reduzir quadro significativo;
  • Fechamento de até mil agências deficitárias, exatamente as que ainda captam clientes no interior e nas periferias;
  • Venda de imóveis não operacionais (potencial de R$1,5 bilhão) e monetização de ativos;
  • Expansão de portfólio para comércio eletrônico e serviços financeiros, área onde já perdeu mercado para concorrentes privados.

O presidente, Emmanuel Rondon, nomeado em outubro, conseguiu aval do conselho em tempo recorde, mas a sensação entre empregados e sindicatos é de que se trata de maquiagem de cadáver. “É o enterro disfarçado de plano de recuperação”, resumiu um diretor do principal sindicato da categoria.

Com caixa negativo e dependendo de novos empréstimos bilionários para pagar folha e fornecedores, os Correios caminham para o 13º trimestre vermelho e admitem que, sem a injeção de R$ 20 bilhões em dívida, não chegam a 2026 operando. A estatal que já foi símbolo nacional agora é o retrato mais crasso da falência do modelo público brasileiro.

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Fonte/Créditos: Diário do Poder

Créditos (Imagem de capa): Agência dos Correios: fechamento à vista - Foto: EBC.

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