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De acordo com o advogado Paulo Renato Cintra, a PGR atribuiu a Ramagem o acesso ao sistema First Mile — tecnologia de origem israelense utilizada de forma irregular pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) — com base em um registro datado de 15 de maio de 2019.
A defesa argumenta, no entanto, que esse registro não diz respeito ao uso do sistema, mas sim à entrada física do então diretor na sede da agência.
O advogado afirmou ainda que, devido ao volume de documentos anexados ao processo (mais de 1.100 páginas), a PGR teria incluído informações que sequer constavam da denúncia original.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, apresentou um relatório de quase duas horas, no qual resumiu as investigações conduzidas pela Polícia Federal e as alegações finais da acusação.
O julgamento terá sessões extraordinárias até o dia 12 de setembro.
Os oito réus respondem por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado por violência e grave ameaça, e deterioração de patrimônio tombado.
No caso específico de Ramagem, parte das acusações foi suspensa por decisão da Câmara dos Deputados.
Fonte/Créditos: Lucas Soares
Créditos (Imagem de capa): Alexandre Ramagem (PL-RJ) Foto: Agência Câmara)
