
Documentos apontados na investigação indicam que Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master antecipou a viagem ao exterior depois de consultar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, segundo informação da jornalista Natália Portinari no portal Uol.
Vorcaro perguntou a Moraes, no sábado 15 de novembro, se já deveria estar fora do país na segunda-feira 17. A mensagem constava do relatório da Polícia Federal sobre o celular do banqueiro. No dia 17 ele tentou embarcar e foi preso, um dia antes da Operação Compliance Zero. O itinerário original previa saída do Brasil na noite de 18 de novembro, com escala em Milão no dia 20.
Ainda no sábado, às 21h31, a empresa de apoio a voos executivos pediu autorização de pouso em Dubai para o jato Falcon 7X da Viking Participações, seguindo o plano inicial de partida de Guarulhos na terça 18, às 23h10. Mensagens da PF apontam que, no domingo, Vorcaro foi a Brasília para encontro presencial com Moraes. A viagem acabou antecipada para a segunda, quando ele foi detido tentando embarcar.
Na manhã da segunda-feira da prisão, Vorcaro avisou servidores do Banco Central, em grupo de WhatsApp, que “a turma de fora” pediu para antecipar a ida a fim de tentar assinar documentos. Também recebeu reserva no Four Seasons de Dubai com chegada antecipada do dia 20 para o 18. O plano de voo do dia 17 não estava entre os papéis apresentados pela defesa. Na manhã seguinte, a PF deflagrou a operação e o Banco Central liquidou o Master. A prisão foi antecipada por risco de fuga, após o próprio Vorcaro informar a viagem.
À época, a defesa afirmou que a reserva do hotel havia sido feita no domingo 16 e que o objetivo era assinar a venda do banco a investidores dos Emirados Árabes. Outro documento mostra sondagem de hotéis em Dubai para conferência de 20 pessoas em 21 de novembro, que não ocorreu.
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Fonte/Créditos: Diário do Poder
