
Porém, Jaclyn sentia que algo estava errado. Ela começou a sentir sintomas de gripe e chegou a procurar a emergência de um hospital três vezes por fortes dores nas costas. Diagnosticada com infecção urinária, ela recebeu uma receita de antibióticos e foi liberada.
Câncer de pâncreas
- Esse tipo de câncer ocorre quando células anormais crescem e se multiplicam no pâncreas, formando um tumor.
- Entre os principais sintomas da condição, estão: dor abdominal ou nas costas, perda de apetite e perda de peso involuntária, icterícia (pele e olhos amarelados), urina escura e fezes claras, coceira na pele, indigestão e fadiga.
- Dependendo do estágio da doença, o câncer de pâncreas pode ser tratado através de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.
- Não há medidas específicas para prevenir o câncer de pâncreas, porém evitar o tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade são boas alternativas para diminuir o risco da doença.
Poucas semanas depois, os sintomas voltaram. Ela passou por alguns exames e foi liberada novamente. Um mês depois, o quadro se repetiu, mas dessa fez ela tinha também febre alta, dores no corpo e calafrios que a impediam de se mover.
Foi quando os médicos encontraram uma grande massa no pâncreas de Jaclyn — era um câncer avançado que já tinha se espalhado para o fígado. Ela estava grávida de 32 semanas.
“Fiquei chocada e devastada. Eu choro toda vez que falo sobre o assunto, mas no dia, não soube como reagir. O hospital me disse que eu poderia fazer uma biópsia enquanto estava grávida para que o bebê ficasse na minha barriga o maior tempo possível. Eles pareciam confiantes, mas no dia do procedimento, o anestesiologista disse que não estava confortável e não faríamos o exame”, conta, em relato publicado na revista People.
Os médicos decidiram por um parto de emergência e, em setembro de 2023, às 37 semanas, a filha de Jaclyn nasceu saudável.
Câncer avançado e quimioterapia agressiva
A americana foi encaminhada para exames para começar o quanto antes a quimioterapia. O fígado dela estava três vezes maior do que o normal e a biópsia confirmou que o câncer estava em estágio 4 e é do tipo mais agressivo. A quimioterapia começou imediatamente.
“Eu tinha pouca interação com minha filha no começo. Quando voltei para casa depois da quimioterapia, meu cateter ainda estava conectado a um concentrado de fármacos, então eu não conseguia segurá-la. Eu estava muito cansada e com náuseas o tempo todo”, lembra.
Depois de 44 sessões de quimioterapia, em maio de 2025 Jaclyn trocou de tratamento para um medicamento anticorpo monoclonal. Não existe cura para o câncer, apenas controle — a mulher faz exames a cada três meses, percebeu uma redução de 40% no tamanho do tumor e está se sentindo muito melhor.
Ainda assim, apenas 3% dos pacientes diagnosticados com o tipo de câncer que ela tem sobrevivem mais de 5 anos. “É um número muito difícil de ouvir. Mas quero ser um modelo para as minhas filhas, e mostrar para elas que, quando encontrarem uma situação difícil, devem perseverar. Escolhi manter o pensamento positivo, elas não merecem uma mãe que está sempre doente”, afirma.
Fonte/Créditos: Juliana Contaifer/Metrópoles
Créditos (Imagem de capa): KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images

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