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Samuel Costa adere ao Projeto Vertentes e incorpora propostas para fortalecer a saúde mental de crianças e jovens em Rondônia

Para Samuel Costa, a saúde mental não pode ser tratada apenas quando o cidadão chega a uma situação de crise.

Samuel Costa adere ao Projeto Vertentes e incorpora propostas para fortalecer a saúde mental de crianças e jovens em Rondônia
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 28 de agosto de 2026 às 14:51 Porto Velho  - Redação - Correio da mata

Candidato ao Governo pelo PSB defende ampliação da RAPS, novos CAPS e atendimento 24 horas, sete dias por semana; proposta prevê participação de jovens e mais investimentos na rede pública

PORTO VELHO — O candidato ao Governo de Rondônia pelo PSB, Samuel Costa, aderiu às propostas do Projeto Vertentes – Incidência Política pela Saúde Mental, iniciativa que busca colocar a saúde mental de crianças, adolescentes e jovens no centro dos planos de governo das eleições de 2026.

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A adesão representa, segundo Costa, o compromisso de transformar a saúde mental em uma política pública permanente e integrada às áreas de educação, assistência social, cultura, lazer e desenvolvimento urbano.

Entre as principais propostas incorporadas à sua agenda está o fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a ampliação da oferta de serviços especializados, com a defesa da implantação e estruturação de CAPS com funcionamento 24 horas, sete dias por semana, especialmente nas regiões com maior déficit de atendimento.

“Saúde mental precisa estar no centro das políticas públicas”

Para Samuel Costa, a saúde mental não pode ser tratada apenas quando o cidadão chega a uma situação de crise.

A proposta é ampliar a atuação preventiva, principalmente entre crianças, adolescentes e jovens, fortalecendo a identificação precoce de situações de sofrimento psíquico e garantindo atendimento próximo das comunidades.

O candidato também defende que as políticas públicas considerem as desigualdades sociais e regionais, priorizando municípios e territórios que apresentam maior vazio assistencial.

Mais CAPS e fortalecimento da RAPS

Entre as recomendações às quais Costa adere está a criação de metas de cobertura de CAPS por região, levando em consideração o tamanho da população e as características de cada território.

A proposta também prevê financiamento específico e permanente para a RAPS, de forma que a ampliação dos serviços seja acompanhada pelo aumento proporcional dos recursos públicos.

Outro ponto considerado estratégico é a criação de critérios diferenciados para o financiamento da implantação de CAPS, levando em conta custos de construção, logística, disponibilidade de profissionais e insumos e as particularidades de cada região.

O documento também aponta a necessidade de priorizar a expansão dos CAPSi, serviços voltados ao atendimento de crianças e adolescentes.

Atendimento 24 horas e presença nos municípios

Na visão de Samuel Costa, a descentralização é fundamental para que os moradores do interior não precisem se deslocar grandes distâncias em busca de atendimento especializado.

A proposta é fortalecer a rede existente e ampliar os serviços nos municípios onde há maior demanda, garantindo que o atendimento em saúde mental esteja disponível de maneira contínua e articulada com a atenção básica, assistência social e educação.

A defesa dos CAPS 24 horas, sete dias por semana está relacionada justamente à necessidade de oferecer uma porta de atendimento para situações de crise e evitar que pacientes sejam encaminhados diretamente para estruturas hospitalares quando poderiam ser acompanhados pela rede psicossocial.

Saúde mental dentro das escolas

O Projeto Vertentes também propõe o fortalecimento das ações de promoção da saúde mental nas escolas, com foco no bem-estar emocional e na prevenção.

Samuel Costa pretende incorporar essa diretriz ao planejamento estadual, defendendo a capacitação de profissionais da educação e da assistência social para reconhecer sinais precoces de sofrimento psíquico, além de estabelecer mecanismos de encaminhamento e acompanhamento pela rede pública.

A proposta também prevê campanhas de combate ao estigma relacionado aos transtornos mentais e maior divulgação das políticas públicas disponíveis para crianças, adolescentes e jovens.

Jovens participando das decisões

Outro eixo destacado pelo projeto é a participação de adolescentes e jovens na formulação, implementação e avaliação das políticas de saúde mental.

A ideia é fazer com que as políticas públicas não sejam construídas apenas por gestores e especialistas, mas também considerem a experiência de quem utiliza ou precisa utilizar os serviços.

Mais profissionais e valorização das equipes

O plano também prevê medidas para enfrentar a rotatividade dos profissionais de saúde mental no SUS.

Entre as recomendações estão estudos periódicos sobre a permanência das equipes, criação de incentivos financeiros e gratificações vinculadas ao tempo de serviço e ao desempenho, além de ferramentas para avaliar a qualidade do atendimento prestado.

Para Costa, não basta construir unidades se não houver profissionais em quantidade suficiente e condições adequadas para garantir atendimento contínuo e humanizado.

Rondônia entre os estados que precisam de prioridade

Uma das recomendações do Projeto Vertentes chama atenção para as desigualdades regionais na distribuição dos investimentos em saúde mental.

O documento defende que estados como Rondônia, Amazonas, Pará e Acre tenham atenção especial na definição de recursos destinados à expansão da rede, considerando o número de municípios com vazios assistenciais.

A proposta também prevê maior apoio técnico dos governos estaduais aos municípios para elaboração de projetos e captação de recursos federais e parlamentares.

Orçamento precisa acompanhar as metas

Outro compromisso incorporado por Samuel Costa é garantir que o crescimento da RAPS seja acompanhado de recursos orçamentários.

A recomendação estabelece que a ampliação das metas de serviços de saúde mental na Programação Anual de Saúde (PAS) seja acompanhada de incremento proporcional das dotações destinadas à execução dessas políticas.

A intenção é evitar que novos serviços sejam anunciados sem a garantia de recursos suficientes para manutenção, contratação de profissionais, aquisição de insumos e funcionamento adequado.

Uma política de Estado

Ao aderir às recomendações, Samuel Costa afirma que pretende tratar a saúde mental como uma política de Estado, e não como uma ação pontual de governo.

A proposta reúne ações de prevenção, atendimento, financiamento, formação profissional, participação social e expansão da infraestrutura, com atenção especial às crianças, adolescentes e jovens.

Entre os principais compromissos estão a ampliação da RAPS, fortalecimento dos CAPS e CAPSi, implantação de serviços onde existe vazio assistencial, atendimento 24 horas em unidades estratégicas, integração com escolas e assistência social e garantia de recursos para que a rede funcione de forma contínua.

Para o candidato, investir em saúde mental significa também investir em prevenção, qualidade de vida e no futuro de Rondônia.

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