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Rondônia 0 MPF apura conduta de perito do INSS após exigência irregular de documento com foto de criança autista

Instituto confirmou que menores de 16 anos podem ser atendidos com certidão de nascimento

Rondônia 0 MPF apura conduta de perito do INSS após exigência irregular de documento com foto de criança autista
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Redação

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou apuração sobre a conduta de um perito médico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Porto Velho, após a exigência de documento de identificação com foto para atender uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

O caso chegou ao conhecimento do MPF após o profissional condicionar a realização da perícia à apresentação de um documento com fotografia. Segundo o próprio INSS, a exigência não está prevista para menores de 16 anos.

Após ser questionado pelo Ministério Público Federal, o instituto informou que abriu um procedimento administrativo para verificar a atuação do perito. O procurador da República Raphael Bevilaqua passou a acompanhar o caso para fiscalizar as providências adotadas e cobrar medidas efetivas da Previdência Social.

De acordo com o INSS, quando o menor de 16 anos não possui documento de identidade, a identificação pode ser feita mediante apresentação da certidão de nascimento. O órgão também esclareceu que não há orientação do Departamento de Perícia Médica Federal determinando a apresentação obrigatória de documento com foto para esse público.

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A regra permite, portanto, que crianças e adolescentes com menos de 16 anos sejam submetidos à perícia médica necessária para requerimentos do Benefício de Prestação Continuada (BPC) mesmo sem documento de identificação com fotografia.

Para o MPF, a atuação no caso está relacionada à proteção dos direitos sociais e das garantias asseguradas constitucionalmente às crianças e às pessoas com deficiência. A apuração também pretende verificar se houve violação dessas garantias durante o atendimento.

Além da eventual responsabilização individual do servidor, o procedimento tem caráter preventivo e pedagógico. O objetivo é evitar que exigências indevidas ou situações de discriminação voltem a ocorrer durante atendimentos realizados pelo serviço público.

O MPF destacou ainda que, após os pedidos de esclarecimentos, o INSS adotou medidas concretas de fiscalização sobre o episódio.

Fonte/Créditos: Fonte: rondoniaempauta

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