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Política - Justiça que tarda é Justiça que falha: o caso Sérgio Cabral é uma vergonha nacional

Ex-governador condenado em 23 processos da Lava Jato ainda não cumpre pena definitiva, evidenciando falhas estruturais do Judiciário brasileiro

Política - Justiça que tarda é Justiça que falha: o caso Sérgio Cabral é uma vergonha nacional
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Justiça que tarda é Justiça que falha: o caso Sérgio Cabral é uma vergonha nacional 
Cabral foi preso preventivamente em 2016 e permaneceu encarcerado por seis anos, até ser solto em 2022 por decisão do Supremo Tribunal Federal, que alegou excesso de prazo na prisão preventiva. Desde então, cumpre medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e entrega de passaporte, mas segue em liberdade. A defesa, por sua vez, insiste em anular atos do juiz Marcelo Bretas, alegando incompetência de foro e irregularidades processuais. 
Esse cenário expõe duas questões centrais: 
  • A morosidade processual: uma vergonha nacional, processos que se arrastam por anos, sem decisão definitiva, corroem a credibilidade da Justiça e transmitem à sociedade a sensação de impunidade. 
  • A multiplicidade de recursos: o sistema judicial brasileiro permite uma infinidade de instâncias recursais, transformando o processo em um campo fértil para a procrastinação jurídica. Escritórios de advocacia especializados nesse tipo de manobra lucram com a demora, enquanto o cidadão comum assiste, perplexo, à lentidão da Justiça. 
Mais grave ainda é a prática de anular julgamentos por incompetência de foro após anos de tramitação. Isso transmite a ideia de que magistrados experientes não dominam conceitos básicos de sua profissão, como a definição de competência jurisdicional. Tal situação mina a confiança da sociedade no Judiciário e reforça a percepção de que a lei não é igual para todos. 
O caso Cabral é, portanto, um retrato da falência de um sistema que deveria garantir celeridade e justiça. O Legislativo tem papel fundamental nessa mudança: é urgente estabelecer prazos máximos razoáveis para a conclusão de processos, evitando que a morosidade se torne sinônimo de impunidade. 
Enquanto isso não acontece, a sociedade brasileira continuará refém de um Judiciário que tarda — e, ao tardar, falha em sua missão essencial: assegurar justiça de forma eficaz e transparente. 

Fonte/Créditos: Por Júlio César Cardoso - 50

Créditos (Imagem de capa): Imagem gerada por IA

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