Quarta-feira, 02 Setembro de 2026 - 08:59 | Redação
No estado, as buscas ocorreram em Porto Velho, Ouro Preto do Oeste, Vilhena e Guajará. Nesta última cidade, uma pessoa foi presa em flagrante por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil. Todas as unidades da PF em Rondônia participaram da operação, com atuação nas cidades sob suas respectivas áreas.
Além dos 31 flagrantes registrados no país, foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva. A operação ainda resultou em 3 apreensões de menores e permitiu identificar e resgatar 2 vítimas de abuso.
A estrutura mobilizada reuniu 480 policiais federais e 275 policiais civis. As Polícias Civis participaram da ação em 20 estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
As investigações têm como alvo crimes relacionados ao armazenamento, compartilhamento, comercialização e produção de material de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. A atuação reúne forças policiais federais e estaduais para identificar e responsabilizar os investigados.
A Proteção Integral V integra uma sequência de operações realizadas contra esse tipo de crime. As edições I, II, III e IV ocorreram em 2025 e 2026. Em março deste ano, também foi realizada a Operação Nacional Guardião Digital.
Outro balanço apresentado pela Polícia Federal mostra que, entre janeiro e agosto de 2026, foram cumpridos ao menos 980 mandados de prisão contra foragidos da Justiça procurados por crimes sexuais.
O nome Proteção Integral faz referência ao princípio de proteção de crianças e adolescentes previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Constituição Federal. No material divulgado sobre a operação, a PF cita os artigos 1º e 3º do Estatuto e o artigo 227 da Constituição, que trata da prioridade dos direitos de crianças, adolescentes e jovens.
A Polícia Federal também orienta pais e responsáveis a acompanharem as atividades de crianças e adolescentes na internet e a conversarem sobre os riscos existentes em redes sociais, jogos e aplicativos. Mudanças repentinas de comportamento, isolamento ou segredo relacionado ao uso de celulares e computadores são apontados como situações que merecem atenção.
A orientação inclui ainda ensinar crianças e adolescentes a procurar ajuda quando receberem contatos inadequados em ambientes virtuais e manter diálogo sobre segurança tanto no ambiente digital quanto fora dele.
Fonte/Créditos: RONDONIAGORA

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