A morte de uma criança de 2 anos e 8 meses, ocorrida nesta semana, gerou revolta em sua família e levantou um debate urgente sobre a rede de saúde em Rondônia. O menino, que iniciou o tratamento em Cerejeiras, foi transferido para Vilhena e, posteriormente, para Ji-Paraná, onde não resistiu. A avó do garoto, servidora pública de 59 anos, aponta a demora na regulação e a ausência de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica em Vilhena como fatores determinantes para o desfecho trágico.
Segundo a avó, o quadro da criança agravou-se enquanto aguardava por uma vaga de UTI pediátrica. “Em Cacoal, que era mais próxima, não tinha vaga. Só conseguimos em Ji-Paraná”, relata. A transferência de Vilhena para Ji-Paraná ocorreu durante a madrugada, e a família afirma que o tempo perdido no processo de regulação foi fatal. A denunciante alega que a falta de especialistas em UTI infantil em Vilhena impediu que o neto recebesse o suporte necessário no chamado “tempo ouro” do atendimento médico.
Diante da perda, a avó faz um apelo ao Governo do Estado, à Secretaria de Saúde e aos parlamentares da região. A reivindicação central é a implantação de uma UTI pediátrica em caráter de urgência na cidade de Vilhena. Para ela, o investimento em estruturas hospitalares básicas é prioridade sobre gastos com eventos. “Muitas outras mães não vão sofrer e chorar pela mesma causa que estamos chorando hoje”, desabafou, convocando a população a cobrar melhorias no sistema de saúde.
Com informações de Folha do Sul
Fonte/Créditos: Fonte: Francisco Rodrigo


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