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Divulgação TRE-BA
Um homem de 66 anos perdeu R$ 37 mil após ser enganado por uma mulher que se passou por funcionária do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em Campo Grande (MS). A vítima também descobriu que um empréstimo consignado havia sido contratado em seu nome.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher, que se identificou como Julia, entrou em contato com o idoso por meio de uma chamada de vídeo pelo WhatsApp. O número usado na ligação tinha DDD de São Paulo.
Durante a conversa, a suspeita afirmou que o título de eleitor do homem estava cancelado e ofereceu a possibilidade de regularizar a situação pela internet ou presencialmente. A vítima escolheu o atendimento virtual e passou a seguir as instruções dadas pela mulher.
Durante a chamada, o homem compartilhou a tela do celular, acessou aplicativos bancários e realizou outros procedimentos solicitados pela suposta funcionária. Ele também permaneceu diante de um espelho, seguindo uma das orientações recebidas.
Depois, a mulher pediu que a vítima permanecesse na ligação enquanto o suposto desbloqueio do título era realizado. Diante da demora, o homem questionou o procedimento e ouviu que o sistema estaria lento.
Após encerrar a chamada, ele acessou a conta bancária e percebeu uma movimentação não autorizada de R$ 37 mil. O idoso também verificou que havia um empréstimo consignado contratado em seu nome, mas não soube informar o valor no momento do registro da ocorrência.
O caso foi registrado como fraude eletrônica na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, em Campo Grande.
Como identificar o golpe?
O Tribunal Regional Eleitoral alerta que o cadastro eleitoral está fechado desde 7 de maio para os preparativos das Eleições 2026 e será reaberto em 3 de novembro. Durante esse período, serviços como emissão do primeiro título, transferência de domicílio e atualização cadastral ficam suspensos.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- cobrança ou exigência de providências imediatas;
- ameaça de bloqueio de serviços ou outras consequências;
- cobrança por serviços eleitorais gratuitos;
- solicitação de senhas ou dados bancários;
- envio de Pix, boleto ou link para pagamento;
- pedido para instalar aplicativos desconhecidos;
- direcionamento para páginas que imitam sites da Justiça Eleitoral;
- tentativa de impedir que a informação seja confirmada por canais oficiais.
Em caso de dúvida, a orientação é não seguir as instruções recebidas na mensagem. A recomendação é consultar diretamente o portal do TRE do estado ou procurar o cartório eleitoral para confirmar a informação.
Fonte/Créditos: G1 Mato Grosso do Sul
Créditos (Imagem de capa): Divulgação TRE-BA

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