Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰
Fim da escala 6x1
O fim da escala 6 X 1 pode elevar em até R$ 1 bilhão por ano os custos da JBS, segundo estudo do BTG Pactual. Para a MBRF, o banco estima despesa adicional anual de R$ 824 milhões, a maior proporcionalmente entre os frigoríficos analisados.
A análise, intitulada The Price of a Shorter Week (“O preço de uma semana de trabalho mais curta”), avalia empresas brasileiras de alimentos, bebidas e agronegócio. O BTG calcula o custo de repor as horas que deixariam de ser trabalhadas, sem corte de salários. O relatório parte da redução gradual do limite semanal de 44 para 42 horas, dois meses após a promulgação, e depois para 40 horas, após 12 meses.
Os valores são anualizados para o cenário de implementação integral e comparados às projeções das companhias para 2027. O banco também simula um cenário com metade do aumento de custos, mais próximo da primeira etapa da transição.
Impacto nos frigoríficos
A despesa adicional estimada para a MBRF equivale a 6,8% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado projetado para 2027.
Na JBS, o custo pode chegar a R$ 1 bilhão, ou 3,2% do Ebitda. A diferença, segundo o BTG, se explica em parte pela maior diversificação internacional da companhia. Na Minerva, o acréscimo estimado é de R$ 104 milhões, ou 2% do Ebitda.
O banco ressalta que o impacto sobre o lucro líquido também depende da situação financeira de cada empresa. No caso da Minerva, o endividamento pode ampliar o peso da despesa sobre o resultado final. O BTG aponta ainda que os frigoríficos podem ter dificuldade para contratar trabalhadores em número suficiente, o que poderia restringir a capacidade operacional.
Grãos
Produtores de grãos e empresas que prestam serviços ao agronegócio estão em posição relativamente mais confortável, segundo o banco. Em geral, essas atividades empregam menos pessoas em relação à receita e não dependem da mesma continuidade operacional das linhas industriais de processamento de carne.
O BTG estima custo adicional anual de R$ 71 milhões para a SLC Agrícola, R$ 28 milhões para a 3tentos e cerca de R$ 8 milhões para cada uma das empresas Boa Safra e BrasilAgro. O impacto varia de 1,6% a 2,8% do Ebitda projetado para 2027, conforme a companhia.
A exposição, porém, não é uniforme ao longo do calendário agrícola. O banco reconhece que plantio e colheita podem exigir reforço de mão de obra, ainda que o peso da folha de pagamento na receita seja relativamente baixo.
Tags:
Fonte/Créditos: Diário do Poder/Davi Pereir


Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se