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Dólar dispara com emprego aquecido nos EUA

Resultado do Payroll muito acima das expectativas praticamente sepultou início de cortes de juros em março

Dólar dispara com emprego aquecido nos EUA
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Se a possibilidade de um corte na taxa básica de juros americana em março era “improvável”, como definiu Jerome Powell, presidente do FED (Federal Reserve) em coletiva na quarta-feira, 31, o relatório de emprego Payroll desta sexta-feira, praticamente acabou com as esperanças do mais otimistas.

Desde o início de janeiro, os investidores buscavam motivos para um corte de juros o mais breve possível. No dia 12, as apostas atingiram o ápice, e a precificação dos juros futuros por lá indicava uma chance de praticamente 80% de uma redução em março.

Na quarta-feira, o FOMC, espécie de Copom (Comitê de Politica Monetária) americano, divulgou comunicado indicando que as chances de um corte nos próximos meses eram baixas – recado que foi confirmado logo em seguida por Powell em coletiva. Nesta sexta-feira, a abertura de mais de 350 mil vagas, contra 185 mil postos esperados, mostrou que o trabalho do FED para desaquecer a economia americana ainda deve durar mais tempo.

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As chances de um corte em março passaram para apenas 20%. Com isso, a moeda americana teve um dia de ganhos contra as principais divisas mundiais. Na comparação com o real, o dólar operou praticamente toda a sessão acima de 1% de valorização, cotado a 4,97 reais.

Por aqui, as taxas nos juros futuros responderam ao choque de realidade com o Payroll e também subiram. Os vencimentos mais curtos avançaram cerca de 4 pontos base, enquanto os prazos mais longos subiram 12 pontos base.

O Ibovespa, principal índice acionário, fechou em queda de 1,01%, aos 127,1 mil pontos, em dia de baixa nos preços das commodities. As principais contribuições negativas para o índice ficaram com Vale (-2,03%) e Petrobras (PN -1,30% e ON -1,47%);

No lado positivo, os papéis da Gerdau (+2,38%), Itaú (+0,15%) e Suzano (+0,47%) foram os mais relevante. Na segunda-feira, 5, Itaú divulga os balanços com os resultados referentes ao 4º trimestre do ano passado.

Fonte/Créditos: Rodrigo Oliveira - O Antagonista

Créditos (Imagem de capa): tapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Se a possibilidade de um corte na taxa básica de juros americana em março era “improvável”, como definiu Jerome Powell, presidente do FED (Federal Reserve) em coletiva na quarta-feira, 31, o relatório de emprego

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