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Sexta-feira, 23 de Outubro 2026
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Economia

Bolsa Família tem redução de beneficiários em Rondônia

Somente em maio de 2026, 1,9 mil famílias rondonienses saíram do programa após aumento da renda. Porto Velho, Ji-Paraná e Ariquemes lideram os desligamentos no estado

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Bolsa Família tem redução de beneficiários em Rondônia
Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Foto: Divulgação/MDS

Com aumento da renda, em Rondônia, mais de 43 mil famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023, quando o programa foi retomado pelo Governo do Brasil, e maio de 2026. São famílias que saíram da pobreza por terem conseguido um emprego de carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram a renda acima do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade.

Somente em maio de 2026, 1,9 mil famílias rondonienses deixaram o programa social. Porto Velho foi o município com maior número de desligamentos no período, com 605 famílias, seguido por Ji-Paraná (138), Ariquemes (122), Cacoal (96) e Jaru (80).

Vilhena (72), Machadinho D’Oeste (53), Candeias do Jamari (47), Ouro Preto do Oeste (45) e Rolim de Moura (45) completam a lista dos dez municípios com mais famílias que superaram a pobreza em Rondônia e deixaram o Bolsa Família.

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NACIONAL — Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).

 

CAPITAIS — Entre as capitais brasileiras, São Paulo registrou o maior número de famílias deixando o programa por aumento da renda em maio de 2026, com 7.312 desligamentos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).

REGRA DE PROTEÇÃO — Criada no novo desenho do Bolsa Família, a Regra de Proteção garante uma transição segura para famílias que aumentam a renda. Mesmo após superar o limite de R$ 218 por pessoa da família, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.

“O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

EMPREGO — Dados do Caged cruzados com o Cadastro Único mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.

“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, afirmou Wellington Dias.

Estudo da FGV Social aponta ainda que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, acima da média nacional, impulsionada pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do programa.

Fonte/Créditos: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República Publicada em 01 de junho de 2026 às 19:07

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