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Redação Rolim Notícias / Rolim Cast
Leonora contou que a ideia nasceu de uma experiência pessoal. Uma amiga próxima precisou passar por tratamento contra o câncer longe de Rolim de Moura. Embora estivesse acompanhada pela família, Leonora sentiu que poderia ter oferecido mais apoio naquele período. Quando a amiga voltou, surgiu o desejo de criar um espaço de convivência para outras pessoas que enfrentavam a doença.
“Eu sempre falo quando alguém pergunta o que é a associação: é amor nascido do amor”, afirmou. Segundo ela, a primeira reunião ocorreu em 6 de junho de 2014. A expectativa inicial era reunir poucas pessoas, mas 32 mulheres compareceram. Entre elas, havia pacientes em tratamento, em remissão ou em processo de descoberta da doença. O número mostrou às voluntárias que a necessidade de acolhimento era maior do que imaginavam.
Rosilei entrou para a associação depois de ser convidada a ajudar na revisão de um projeto. Pedagoga, começou a frequentar as reuniões e permaneceu na equipe. Durante a entrevista, ela falou sobre as visitas feitas a pacientes, especialmente nos primeiros anos da entidade. “Cada lugar que você chega, cada paciente que você conhece, é uma história diferente”, relatou.
Do acolhimento à ajuda prática
A associação foi criada para atender mulheres com câncer de mama, mas passou a receber pessoas com outros tipos de câncer. Com o tempo, homens e famílias de crianças e adolescentes também procuraram apoio. Segundo Leonora, a entidade acompanha atualmente 51 pacientes por semana, de diferentes faixas etárias.
As convidadas explicaram que a escuta continua sendo parte do trabalho, mas nem sempre é suficiente diante das dificuldades apresentadas por quem chega à associação. Há pacientes que precisam de orientação para buscar atendimento e outros que não conseguem arcar com uma consulta, um exame ou uma biópsia. Nesses casos, a equipe avalia a situação e procura ajudar conforme os recursos disponíveis.
Leonora destacou que o diagnóstico afeta a rotina de toda a família. Por isso, o acolhimento envolve também a atenção aos familiares, que acompanham as incertezas e as exigências do tratamento. Para ela, cada pessoa vive uma experiência própria: “Cada uma tem a sua dor diferente. Cada um tem seus sentimentos diferentes”.
Ao falar da dimensão alcançada pelo trabalho, Leonora afirmou que mais de 5 mil famílias e 10 mil pessoas já passaram pela associação ao longo de sua trajetória. Ela ressaltou que a ampliação dos atendimentos só foi possível com a participação de voluntários, parceiros e pessoas da comunidade.
Entre as atividades mencionadas no programa estão sessões de fisioterapia oferecidas por uma profissional voluntária, apoio psicológico conforme a disponibilidade de colaboradores, produção de artesanato e ações para arrecadar recursos. As peças artesanais podem ser encontradas na sede da entidade. A associação também promove bazares e o tradicional chá, evento que, segundo as convidadas, é aguardado com expectativa pelas pacientes.
Histórias que permanecem com as voluntárias
A entrevista abordou ainda o lado emocional do trabalho. Rosilei recordou o acompanhamento de uma jovem paciente, desde as primeiras visitas até uma fase mais difícil da doença. Leonora relatou uma situação de abandono enfrentada por uma mulher após uma cirurgia. Ao compartilhar essas experiências, as duas falaram sobre a importância do apoio familiar e do cuidado respeitoso com cada paciente.
As convidadas também reconheceram os limites da associação. A demanda cresceu desde a primeira reunião, e a equipe precisa buscar doações, parcerias e trabalho voluntário para manter os atendimentos. Conforme Leonora, o objetivo é oferecer a ajuda possível a cada pessoa que procura a entidade.
Noite da Primavera será realizada no sábado
Outro tema do RolimCast foi a Noite da Primavera, evento beneficente marcado para sábado, 26 de setembro, a partir das 19h, na sede da associação, na Rua Guaporé, nº 5432, em Rolim de Moura. A entrada será gratuita, e o público pagará apenas pelo que consumir.
Segundo as convidadas, haverá barracas de alimentos e bebidas, além de espaço para que as famílias possam se sentar e participar da noite. A arrecadação com as vendas ajudará na manutenção da associação. Leonora explicou que a equipe decidiu realizar o evento na própria sede como uma nova forma de mobilizar a comunidade em torno do trabalho da entidade.
No fim da conversa, as voluntárias deixaram um convite para que a população conheça a associação e mantenha os cuidados de saúde ao longo de todo o ano. “Outubro, para mim, começa em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro”, disse Leonora, ao defender que a atenção à saúde não fique restrita a um mês de campanha.
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Fonte/Créditos: Rolim Notícias / Rolim Cast
Créditos (Imagem de capa): Foto: RolimCast/RolimNotícias

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Login Cadastre-seRolim de Moura e outros municípios de Rondônia estão no radar da Operação Pharmakon, que agora avança na análise dos documentos e equipamentos apreendidos.